sexta-feira, 8 de março de 2013


08/03/2013 18h27 - Atualizado em 08/03/2013 18h27

DNA na luva: Muriel e Alisson reinam na 'fábrica de goleiros' dos Becker

Dupla disputa a titularidade do gol colorado. Pai e bisavô também gostavam de autuar como goleiros no futebol amador

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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Muriel Alisson goleiros Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Irmãos Muriel Alissondisputam vaga no time
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Não deve ser fácil para um pai e uma mãe verem os filhos brigando pelo mesmo objetivo. Mas na casa dos Becker, é exatamente isso o que ocorre. Muriel, o atual titular, tem no encalço o irmão Alisson, que tenta conquistar a confiança de Dunga e virar o camisa 1 do Inter.

A inusitada situação faz a mãe da dupla, Dona Magali, desejar uma "alteração" na regra. Principal incentivadora dos rebentos e frequentadora assídua dos jogos, como não poderia deixar de ser, não se mostra feliz com a disputa, revela Alisson:
- O único problema é a mãe. Por ela, tinha que mudar a regra e jogar os dois – diz aos risos
O pai, seu José, também mostra apoio a Muriel e Alisson. Entretanto, não vai aos estádios. Nervoso, prefere acompanhar pela televisão as partidas de casa para não ter nenhum contratempo.
Bisavô de Muriel e Alisson jogava no gol do futebol amador (Foto: Arquivo pessoal)Bisavô de Muriel e Alisson, de branco e braços cruzados, jogava no futebol amador (Foto: Arquivo pessoal)

A disputa pela camisa 1 do Inter – atualmente de Muriel – tem um quê de carga genética. Os dois vêm de uma linhagem de arqueiros. Não profissionais, é verdade. Tudo começou com o bisavô, Oscar. Eles souberam há pouco tempo. A vontade de atuar no gol, local tão repelido pela maioria das crianças, surgiu com Muriel. Ainda pequeno, brincava com seu pai, José na garagem de casa. E o patriarca da família atuava justamente no setor, que atiçou a curiosidade do titular de Dunga.
- Meu pai não foi profissional. Mas, nas brincadeiras, ele sempre jogava no gol. Ele era bem malucão. Jogava-se para todos os lados, dava pirueta. Eu achava bem engraçado, acabou ficando como minha referência. Era bom estar em família jogando. Aí depois a gente descobriu que o nosso bisavô também era goleiro. Está no sangue – diz, aos risos, Muriel.
Como toda criança, Muriel tinha o sonho de ser jogador. No residencial em que moravam em Novo Hamburgo, no Bairro Canudos, gostava de jogar com os mais velhos. Como era um dos caçulas da turma e carecia de talentos com a bola nos pés, acabou alçado ao gol. A diversão ficou séria quando tinha dez anos.
Muriel goleiro Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Muriel pede conselhos a Alisson  (Foto: Tomás
Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Muriel estava indo para a catequese com um amigo, que treinava no Mundo Novo, time de cidade acompanhar a atividade. Durante o exercício, o técnico da equipe acabou discutindo com o goleiro. Sem substituto, o colocaram na posição. Era o início da caminhada com as luvas.
- Eles mandaram-me para o gol. Eu fui porque sempre gostei me atirar. Cheguei em casa e falei para o pai que queria conversar sério com ele. Disse que queria jogar bola e seria goleiro. Ele aprovou – recorda, orgulhoso.
Com o irmão como espelho, Alisson não fugiu da escrita. Ao ver Muriel passar pelas escolinhas do Novo Hamburgo e começar a trajetória no Inter (chegou ao Inter em 2000, com 13 anos) resolveu trilhar os mesmos passos. Aos nove anos, lutava para realizar o sonho e cavar um espaço no clube do coração da família.
Não sem antes descumprir um pedido do irmão, seis anos mais velho. Muriel o queria ver atuando na linha. A ordem foi acatada por apenas um treinamento. O acaso fez o futuro volante seguir o coração, adotar as luvas e deixar em segundo plano a marcação sobre os armadores e atacantes adversários.
- Quando o Muriel foi para o Inter, eu tive vontade de jogar futebol também. Comecei direto no Inter. Com dez anos, já estava nas seleções de base. O Muriel foi meu espelho. Só que ele dizia para eu jogar na linha. Eu já queria ser goleiro, mas atuei de volante. Só que o time tinha apenas um goleiro. Fiz o peneirão com 30 crianças, 15 para cada lado. Era uma muvuca. Eu nem sabia para onde correr. Como vi que faltava goleiro, me dispus a jogar na função. Fiz um treino bom e treinador disse que eu tinha talento.
A diversão tomou contornos de seriedade para Alisson ao ver que Muriel ia subindo de categoria no Beira-Rio. Além do irmão, Renan, Marcelo Boecke, Eduardo Gottardi e Fabiano Heves começaram a construir o perfil do Alisson. E, acima de tudo, o grande herói de Muriel: Taffarel.
Muriel guarda camisa de Taffarel como um troféu em casa (Foto: Arquivo pessoal)Muriel guarda camisa de Taffarel como um troféu
em casa (Foto: Arquivo pessoal)
O ex-arqueiro colorado, campeão do Mundo pela Seleção de 1994 junto com Dunga era quem fazia os olhos do primogênito brilharem. A pouca idade não permitiu Alisson de ter acompanhar com a mesma assiduidade o atual preparador de goleiros do Galatasaray, da Turquia. No entanto, os vídeos e as conversas com o irmão deram a Taffarel o mesmo status. Dona Magali deu a camisa utilizada pelo camisa 1 durante o tetra que virou um troféu para Muriel.
- Ele é o nosso grande ídolo – respondem ao mesmo tempo.
As coincidências entre os dois não param por aí. O tempo juntos faz Muriel e Alisson apresentarem pensamentos semelhantes. O primeiro é o orgulho por defender o clube do coração. O segundo pelo que entendem ser necessário para um goleiro ter sucesso: a boa saída do gol, tranquilidade embaixo dos paus, a hora de sair jogando ou dar o chutão e a maneira de orientar a equipe.
Muriel Alisson goleiros Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Muriel e Alisson conversam sobre suas atuações
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
A busca pela camisa 1 não cria uma rivalidade. Pelo contrário. Alisson, que mora sozinho, visita a casa de Muriel com frequência. Até porque, quando fica um tempo sem ir, ouve uma "reclamação".  Ele é padrinho dos filhos de Muriel, Franthiesco e Maria Eduarda.
- Estou sempre lá incomodando. Vou brincar com as crianças, tomo um chimarrão. Sou muito amiga da Elisângela (mulher de Muriel). É muito bom o nosso relacionamento.
Muriel, aliás, é o grande incentivador de Alisson. Aposta que o irmão, que teve papel destacado no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro-RS na última rodada da fase de grupos da Taça Piratini – primeiro turno do Gauchão -, agarrará a oportunidade quando for dada novamente por Dunga.
- É a realização de um sonho. A gente está muito feliz por jogar no Inter, que a gente tanto ama. O Alisson vai aproveitar a chance dele. Torço muito por isso.
Alisson goleiro Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Alisson espera provar sua qualidade no Inter
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
A intimidade até ajuda a dupla. Muriel, há quase dois anos titular do Inter, incontestável na posição e um dos xodós da torcida, costuma consultar Alisson depois dos jogos para ter um veredicto de sua atuação. O irmão o cobra e aponta os erros durante o jogo e pergunta como corrigir. Alisson, por sua vez, gosta de ter o parceiro junto até no trabalho. Mas sabe que isso não facilitará em nada sua vida no Beira-Rio:
- É bom estar em família, mas isso não conta nada. Não vou jogar melhor por ser irmão do Muriel. Confio em mim e preciso provar no dia a dia.
Enquanto travam uma batalha pela titularidade, o Inter fica tranquilo. A briga serve para a dupla se aprimorar e procurar elevar ainda mais o nome do clube, além de continuar a trilha da família embaixo das traves.

quinta-feira, 7 de março de 2013


07/03/2013 20h13 - Atualizado em 07/03/2013 20h13

D'Ale vê São Luiz em final de Mundial e pede árbitro 'à altura' da partida

Armador colorado admitiu favoritismo e entende que repetição do time em terceiro jogo seguido é um trunfo do Inter

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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D'Alessandro meia Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)D'Ale pede seriedade para Inter conquistar Piratini
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Todo cuidado com o São Luiz e os perigos do gramado do Estádio 19 de Outubro. O Inter, apesar de admitir o favoritismo, se cerca de humildade para evitar ser contagiado pelo clima. Até por saber que o grupo de Paulo Porto, que disputará a decisão da Taça Piratini, o primeiro turno do Gauchão, com o apoio da torcida, fará do duelo o grande jogo de sua história.
D´Alessandro espera que a partida não tenha influência do trio de arbitragem, que será definida na manhã desta sexta-feira na Federação Gaúcha de Futebol. O armador colorado aposta em um jogo disputado, com o São Luiz buscando levar vantagem no conhecimento do campo e abusando da bola parada. E, principalmente, embalado para conquistar a taça e garantir uma vaga na decisão do estadual.
- O campo é diferente. Será uma final.  A gente que vai enfrentar uma equipe disputará uma final de mundial. Vai ser um jogo pegado e duro.
Sobre a arbitragem, que será definida na sexta, mandou um recado direto, após a expulsão de Dunga contra o Esportivo, por Franciso Silva Neto:
- Eu peço que o árbitro apite bem, saiba controlar o jogo. Que esteja à altura de uma final.
A gana que o time de Ijuí entrará em campo não pode surpreender o Inter, aponta o camisa 10. Para El Cabezón, é preciso repetir a entrega demonstrada ao longo da competição para confirmar o favoritismo. Ele disse que Dunga já passou algumas informações sobre o estilo de jogo do adversário deste final de semana e pediu atenção às cobranças de falta:
- Sem desmerecer o rival, mas a gente tem mais responsabilidade. A gente respeitou todo mundo até agora e não pode ser diferente na final. O Dunga já nos passou para cuidar a bola parada. Eles aproveitam o tamanho do campo e qualquer faltinha eles buscam levar vantagem. É caprichar a bola parada ofensiva e ter atenção na defensiva.
Um dos trunfos que o capitão colorado vê para voltar do 19 de Outubro com o título é o entrosamento. Diante do São Luiz, Dunga repetirá a formação pelo terceiro jogo consecutivo, o que já dá uma mecânica maior à equipe. Além disso, o argentino ressalta o foco do grupo e a força do conjunto:
- Fica mais fácil quando você tem uma sequência. É melhor sim manter uma base. Está todo mundo focado. E o Dunga sabe que não tem só 11, mas 17, 20 jogadores que ele pode contar.
O Inter volta aos treinos na manhã desta sexta-feira, no CT do Parque Gigante.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Copa na Capital04/03/2013 | 19h30

Construção do corredor de ônibus da Padre Cacique deve começar no dia 11

Previsão é de que a obra leve 12 meses para ser concluída

Construção do corredor de ônibus da Padre Cacique deve começar no dia 11 Smov/divulgação
A ideia é que o corredor, junto ao futuro Viaduto Pinheiro Borda e à duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, privilegie a mobilidade urbana Foto: Smov / divulgação
Nesta segunda-feira, o secretário Municipal de Obras e Viação, Mauro Zacher, assinou a ordem de início da construção do corredor de ônibus da Avenida Padre Cacique. O projeto integra o cronograma de melhorias urbanas para a Copa do Mundo de 2014, e as escavações devem começar no dia 11 de março.

Avaliado em R$ 24,8 milhões, o plano prevê uma via de 1,592 quilômetro — que vai da Avenida Pinheiro Borda até a Avenida José de Alencar — com duas faixas de circulação para os veículos e um corredor exclusivo para os ônibus. A rodovia deverá ser o principal acesso ao Estádio Beira-Rio, onde serão realizados os jogos em Porto Alegre.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), a ideia é que o corredor, junto ao futuro Viaduto Pinheiro Borda e à duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, privilegie a mobilidade urbana, permitindo que o tráfego flua melhor, com operação rápida e mais frequência de coletivos.

A obra se encaixa no sistema Bus Rapid Transit (BRT), que visa com as construções melhorar o transporte coletivo na cidade, com passagens pré-pagas, controle do tráfego em tempo real, acessibilidade e passagem única e livre que possibilite a transferência  entre as linhas.

A previsão é de que a obra leve 12 meses para ser concluída. Segundo a EPTC, até o final desta semana a sinalização será instalada no local, e logo o serviço de desvios no trânsito, por conta dos trabalhos na região, será divulgado aos motoristas. Dados da obra:
— 1,592 km
— três faixas de circulação, sendo duas pistas com largura de aproximadamente 13 metros
— uma pista exclusiva para ônibus
— canteiro central de dois a seis metros
- passeio de dois a quatro metros