sábado, 2 de março de 2013


02/03/2013 16h52 - Atualizado em 02/03/2013 

'Cão de guarda', Airton é apresentado e exalta chance com Dunga no Inter

Volante, contratado do Flamengo, é o sexto reforço para a temporada 2013

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
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Volante Airton foi apresentado neste sábado pelo Internacional (Foto: Alexandre Lops/Internacional)Volante Airton foi apresentado neste sábado
(Foto: Alexandre Lops/Internacional)
O Internacional apresentou, na tarde deste sábado, o sexto reforço para a temporada 2013: trata-se do volante Airton, contratado por empréstimo do Flamengo. Em cerimônia no Centro de Treinamento do Parque Gigante, o jogador de 23 anos exaltou a oportunidade de trabalhar com um especialista na função, o treinador Dunga, e fez uma figura de linguagem para resumir o seu estilo de jogo: definiu-se como ‘cão de guarda’.
- Estou muito feliz por vestir essa camisa. Não tem quem não conheça o Inter e a sua grandeza. Quero fazer história aqui. Meu estilo é 'cão de guarda', de forte marcação. Já joguei até como zagueiro. É um prazer poder trabalhar com Dunga, um cara considerado no mundo todo – falou o jogador em entrevista coletiva.
O jogador chega cedido pelo Flamengo até junho de 2013. Porém, o volante assinará um pré-contrato para permanecer no Inter por empréstimo até junho de 2014, conforme acordo selado com o Benfica, de Portugal, detentor de seus direitos federativos.
Antes de Airton,. chegaram o atacante Caio, o meia-atacante Vitor Júnior, o volante Willians e os laterais Gabriel e Hélder. A diretoria ainda busca um meia para ser o substituto de D’Alessandro.

sexta-feira, 1 de março de 2013


01/03/2013 18h37 - Atualizado em 01/03/2013 

Atrás de um meia, Inter vê escassez de jogadores com estilo de D'Ale

Dunga enaltece espírito do atleta e importância dele na equipe colorada

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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D'Alessandro meia Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)D'Alessandro foi mantido como capitão por Dunga
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Quem pode substituir D’Alessandro? A dúvida não permeia apenas o pensamento dos torcedores. Ela também ronda a cabeça de Dunga.
O técnico, a cada dia, mostra mais admiração com o camisa 10. Além da qualidade do gringo, Dunga enaltece o espírito de D’Ale. Até por isso, admite que será complicado encontrar um jogador com tais características para ser alternativa ao argentino quando não puder atuar.
- Se você (jornalista) me disser onde tem alguém parecido com ele a gente vai buscar – disse aos risos -. Antes ele era um problema. Agora todo mundo sente falta. É mérito do jogador, que mostrou sua importância. Ele é muito competitivo e difícil de repor.
A direção procura uma reposição para o setor de criação. A intenção é de trazer um destro, já que o grupo já conta com D’Alessandro, Dátolo e Fred. E os dois últimos brigam pela mesma vaga. Ou seja, falta alguém para o lugar de El Cabezón.
Dunga e D'Alessandro no Lago Negro avisam: Autógrafos, só depois do treino (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)Dunga tem D'Ale como um dos seus homens de confiança (Foto: Diego Guichard / GLOBOESPORTE.COM)

Até pela importância de D’Ale, o treinador trata de tirar a obrigação dos possíveis substitutos. Com poucas opções no mercado e sem alguém à altura no grupo, Dunga entende que é preciso o time se doar para compensar a falta do camisa 10.
- É preciso repor a falta do D’Alessandro com o trabalho do grupo. Não podemos cobrar que o outro jogador jogue da mesma forma que ele - afirma.
Fã do futebol do armador, o comandante já tinha falado sobre o talento do argentino após a vitória no Gre-Nal. Mesmo com o currículo vitorioso, que apresenta, entre outros, o título da Copa do Mundo de 1994 pela Seleção, Dunga vê D’Ale como um jogador superior ao que ele foi.
Porém, acredita que a disposição do articulador é a mesma que empregava em seus tempos de jogador. E, mesmo sem querer falar muito do assunto, avalia que a dupla teria sucesso caso tivesse atuado junta:
- O D’Alessandro é muito mais qualificado do que eu. Mas se assemelha comigo pela competitividade. Ele se cobra muito, busca sempre corrigir e vencer. Nós dois juntos formaríamos um bom meio, mas minha fase já passou.
D'Alessandro Inter Christian (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)D'Ale dá camisa a garoto no hotel em Caxias
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Dunga manteve D’Ale como capitão. Enaltece a liderança do jogador perante ao grupo. As atitudes podem ser traduzidas não apenas nas condutas em campo. No último final de semana, mais uma vez, o armador mostrou que é a principal referência do vestiário. Na noite de sexta-feira, Christian Jean da Silva, que sofre de hidrocefalia, foi até o hotel em que a delegação colorada estava concentrada em Caxias do Sul. Queria conhecer os ídolos.
D’Ale conversou com o garoto de 16 anos e, prontamente atendeu o pedido. A cada companheiro que deixava o jantar, o armador solicitava para que fosse ao encontro de Christian, trocasse algumas palavras, concedesse autógrafo. Reuniu Diego Forlán, Ygor, Juan e Gabriel para uma foto e, por fim, deu uma camisa para o fã. Uma das principais características de Dunga, que também conversou e bateu fotos com Christian, é seu envolvimento com causas beneficentes.

01/03/2013 19h28 - Atualizado em 01/03/2013 19h35

Autor do primeiro gol do Beira-Rio plantará última muda da nova grama

Ex-jogador Claudiomiro participará de plantio na segunda-feira. Obras de modernização chegaram a marca de 62%

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
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Plantio de grama no Beira-Rio (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)Plantio de grama no Beira-Rio
(Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)
Com a presença de Claudiomiro, autor do primeiro gol do Beira-Rio em 1969, o Inter fará simbolicamente o último plantio do novo gramado na próxima segunda-feira. Será o primeiro de uma série de eventos que estão sendo planejados pela Comissão de Organização da Reinauguração do estádio, criada para organizar ações para o retorno do clube a sua casa.

O plantio ocorrerá às 11h de segunda-feira, com a presença do presidente Giovanni Luigi. Cinco sócios serão sorteados para participar do evento.

Com o fechamento do mês de fevereiro, as obras de modernização do estádio Beira-Rio alcançaram a marca de 62%. Depois de concluir a arquibancada inferior e o plantio da grama do palco gaúcho da Copa de 2014, as equipes da Andrade Gutierrez concentram-se na arquibancada superior.

A empreiteira executa a remoção da camada superior e inferior do concreto - em fase final de conclusão - e aplica reforço na armadura. A nova estrutura terá capacidade para receber 22 mil torcedores. O acesso será pelas rampas já existentes e por 19 elevadores. A previsão de término desta etapa é agosto com a instalação dos novos assentos. A tendência, no entanto, é de que o estádio só seja reaberto no final do ano.
Plantio de grama no Beira-Rio  (Foto: Alexandre Lops / Inter, DVG)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


28/02/2013 18h34 - Atualizado em 28/02/2013 19h32

Volante Airton chega a Porto Alegre para assinar com o Inter

No Salgado Filho, jogador admite ainda buscar a melhor forma física

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
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Airton, novo reforço do Inter (Foto: Emilio Pedroso / Agência RBS)Airton será apresentado nesta sexta-feira
(Foto: Emilio Pedroso / Agência RBS)
Novo reforço do Inter, o volante Airton desembarcou em Porto Alegre no final da tarde desta quinta-feira e foi recepcionado pelo diretor de futebol Newton Drummond. No Aeroporto Salgado Filho, o meio-campista de 23 anos admitiu que busca retomar a melhor forma física, já que enfrentou problemas de lesões no Flamengo.

- Vim para ajudar.  Estou um tempo sem jogar, fiquei muito tempo machucado. Espero aprimorar a parte física – afirmou, em contato com a Rádio Gaúcha.

No clube gaúcho, Airton retomará a parceria no meio-campo com Willians, com quem foi campeão do Brasileirão em 2009.

- Nós vamos sentar para conversar, com certeza – acrescentou.

Airton fará exames médicos na manhã de sexta-feira e será apresentado no mesmo dia. O jogador chega ao clube cedido pelo Flamengo até junho de 2013. Porém, o volante assinará um pré-contrato para permanecer no Inter por empréstimo até junho de 2014, conforme acordo selado com o Benfica, de Portugal, detentor de seus direitos federativos.
O volante foi negociado com o Benfica, de Portugal, no final de 2009. Retornou por empréstimo ao Flamengo em 2011, chegou a ser titular da equipe, mas em 2013 perdeu espaço e não vinha sendo aproveitado pelo técnico Dorival Júnior, ex-comandante do Inter.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


27/02/2013 13h10 - Atualizado em 27/02/2013 

No Libertad, Guiñazu mostra respeito ao Palmeiras: 'Tem camisa pesada'

Aos 34 anos, volante fala da passagem pelo Inter, do desejo de disputar a Copa de 2014 e da fase do time paraguaio, rival do Verdão nesta quinta

Por Marcelo Prado Assunção, Paraguai
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Guiñazu Libertad (Foto: Marcelo Prado)Ex-colorado Guiñazu é um dos destaques do
Libertad na Libertadores (Foto: Marcelo Prado)
Pablo Horácio Guiñazu. Argentino de nascimento, mas com um pouco de sangue brasileiro. Afinal, foi no Internacional que o volante viu sua carreira decolar. Revelado pelo Newell’s Old Boys, passou por Perugia (ITA), Independiente (ARG), Saturn (RUS) e Libertad (PAR) até chegar ao Internacional em 2007. Em cinco anos e meio, conquistou nove títulos de expressão, virou ídolo e marcou seu nome no clube gaúcho.
Aos 34 anos, o simpático meio-campista resolveu encarar um novo desafio na carreira. Com a história já marcada no Colorado, resolveu voltar ao Libertad e cumprir a promessa que havia feito ao presidente Horacio Cartes.
– Quando saí, falei que voltaria um dia. Achei que era o momento e tive a sorte de contar com a compreensão do Internacional, um clube que aprendi a amar. Aos 34 anos, posso dizer que me sinto com um menino correndo atrás da bola – afirmou o jogador, que recebeu a reportagem do GLOBOESPORTE.COM em sua casa, numa área nobre de Assunção.
Durante o papo, Guiñazu falou sobre sua passagem pelo Inter, sobre o desejo de disputar a Copa de 2014 e sobre a nova fase do Libertad. Mostrou muito respeito pelo Palmeiras, adversário da próxima quinta-feira, pela Taça Libertadores da América e concordou com a punição que foi aplicada ao Corinthians na Taça Libertadores da América.
– Futebol é alegria, é diversão. É triste que 99,9% tenham de pagar pelo erro de uma minoria, mas algo precisava ser feito – ressaltou.
Guiñazu Libertad (Foto: Marcelo Prado)Guiñazu recebeu a reportagem do globoesporte.com em sua casa, em Assunção (Foto: Marcelo Prado)
Confira a íntegra da entrevista:
GLOBOESPORTE.COM – Depois de tudo que você conquistou no Inter, você está começando a escrever um novo capítulo de sua história, agora com 34 anos. Ainda tem força para tanto?
Guiñazu – Sou uma pessoa muito feliz. Sempre penso com a razão, mas também com o coração. Havia prometido ao presidente que voltaria. Ele é o dono do clube, me liberou quando surgiu a proposta para sair em 2007. O que me deixou feliz é que, quando surgiu a oportunidade, o Internacional não colocou nenhum obstáculo. Era o momento certo de voltar. Estou me sentindo como um menino. Para mim, é um recomeço, um grande desafio. Estou aqui com toda minha força, meu espírito e ainda muito bem fisicamente.
Time com história é time com história, ninguém muda isso. A camisa do Palmeiras é muito pesada. Não são todos que jogam em times assim"
Guiñazu, sobre o Palmeiras
Depois de seis anos, como reencontrou o Libertad?
Confesso que estou muito impressionado. Encontrei um grupo humilde, sensacional. Pude rever colegas que eram garotos quando saí e que hoje são atletas consagrados, com passagens pela seleção. Casos de Samúdio, Medina, Benegas, Menzia, Gonzalez, Camacho, Patito Aquino. Todos estão do mesmo jeito e com a mesma vontade. Cheguei aqui para ajudar. Demos o primeiro passo, que foi a vitória na Argentina contra o Tigre.
Hoje o Libertad já é uma realidade dentro do futebol sul-americano?
Sem dúvida nenhuma, hoje já é muito mais respeitado. Antigamente, quando alguém enfrentava o Libertad, pensava que era uma baba, afinal não tinha a mesma força de Olímpia e Cerro Porteño. Mesmo mostrando respeito por esses dois times, a situação é diferente. Precisamos apenas de um título no continente para nos consolidarmos. Estamos chegando perto sempre. O primeiro passo para você ganhar é estar sempre disputando a Libertadores. O time cresceu estruturalmente, tudo aqui é de primeiro nível.
Onde a sua equipe pode chegar na Libertadores?
Difícil dizer, ainda estamos no começo. É claro que todos aqui se preparam para o sonho máximo que é o título. Mas o caminho é duro, são muitos obstáculos. Temos de pensar por etapas, falar pouco e mostrar dentro de campo. Nosso primeiro objetivo é garantir uma vaga nas oitavas de final.
Mesmo de longe, ainda acompanha o Internacional?
Sem dúvida nenhuma. Sou torcedor do Inter, não falo por falar. Quando fui para lá em 2007, ganhei carinho e amor que não esperava. Não imaginava que teria tanto sucesso. O que o torcedor de lá me deu eu nunca vou ganhar em nenhum lugar. Acompanho sempre, converso com os amigos que ficaram. No domingo, eles venceram o Gre-Nal, o que é sempre bom. Fiz questão de ligar e dar os parabéns. Estarei sempre torcendo por eles.
No meio dessa passagem pelo Beira-Rio, surgiu o interesse do São Paulo. Ficou alguma mágoa por não ter sido liberado?
De maneira nenhuma. Eles me procuraram por dois anos seguidos. O papo mais forte foi em 2010, eles queriam muito, chegamos a trocar papéis. No mesmo ano, por uma coincidência, acabamos disputando uma semifinal de Taça Libertadores. O Inter não me liberou, não me deixou ir. Não tive problema, não ficou mágoa nenhuma. Só tenho carinho pelo Inter.
Com cinco anos e meio de futebol brasileiro, você conhece bem o Palmeiras. O que pode dizer sobre o rival de quinta-feira?
Vi ao vivo o que o time sofreu com o rebaixamento no ano passado. O que aconteceu não foi bom para o futebol brasileiro. Mas time com história é time com história, ninguém modifica isso. A camisa do Palmeiras é muito pesada. Não são todos que jogam em times assim. Vamos enfrentar um adversário de muita qualidade. Não existe vantagem. Eles têm grandes jogadores, como o Valdivia, que é muito inteligente, faz o que quer com a bola. Tem de respeitar.
Sou torcedor do Inter, não falo por falar. Quando fui para lá em 2007, ganhei carinho e amor que não esperava"
Guiñazu, ao falar do Internacional
O que pensa para o futuro?
Meu contrato com o Libertad é até dezembro de 2015. Se chegar bem até lá, posso continuar, como também posso parar, caso perceba que estou atrapalhando. É difícil pensar nisso agora, incomoda.
Ainda sonha com a seleção argentina?
Claro, todos os dias. Fui convocado durante todo o ano passado. Espero continuar sendo chamado. A Argentina tem um time fantástico, grandes jogadores e um camisa 10 que realmente desequilibra. Seria maravilhoso disputar a Copa do Mundo no Brasil, onde fui tão feliz.
Para fechar, gostaria de saber sua opinião sobre o triste episódio ocorrido em Oruro, quando um garoto de 14 anos foi atingido por um sinalizador atirado por um torcedor do Corinthians e morreu no estádio. Você concorda com a punição aplicada ao clube?
Sem dúvida, é muito triste, afinal um garoto perdeu a vida. Apesar de você prejudicar 99,9% dos torcedores, era preciso punir o clube. Senão você perde o controle. Estamos falando de um ser humano, de uma criança que perdeu a vida. Futebol é feito para dar alegria, para ver quem joga bem. Quando se passa do limite, vira loucura. Muita gente estava no estádio para ver o campeão mundial em ação. Tomara que isso não aconteça nunca mais.
Guiñazu Libertad (Foto: Marcelo Prado)De volta ao Libertad, Guiñazu sonha com a Copa do Mundo de 2014 (Foto: Marcelo Prado)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


26/02/2013 17h18 - Atualizado em 26/02/2013 17h23

Após vitória no Gre-Nal, Inter volta aos treinos e foca em posse de bola

D'Alessandro, Juan e Moledo treinaram à parte, com corrida no gramado

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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gilberto inter treino (Foto: Tomás Hammes/Globoesporte.com)Gilberto dá susto em treino do Inter nesta terça
(Foto: Tomás Hammes/Globoesporte.com)
Hora de suar. Depois da segunda-feira de folga, o Inter, vitorioso no Gre-Nal do último domingo, voltou aos treinamentos na tarde desta terça, no CT Parque Gigante, no Beira-Rio. A atividade foi leve, em campo reduzido, e priorizou a posse de bola. O time de Dunga trabalha de olho no confronto de domingo, contra o Esportivo, que vale vaga na final da Taça Piratini, o primeiro turno do Gauchão.
Apenas três jogadores que atuaram no clássico não participaram da atividade. D'Alessandro, Juan e Rodrigo Moledo, autor de um dos gols, realizaram corridas ao redor do gramado. Ainda em processo de recuperação de lesão, o zagueiro Jackson também correu.
Durante a atividade, um susto. Gilberto caiu após dividida. No solo, foi atendimento pelo departamento médico, mas, logo depois, já retornou ao treino.
Um desfalque certo é Ronaldo Alves, que lesionou a coxa direita no sábado. Para por um mês. Além dele, seguem no departamento médico Índio, Willians, Dátolo e Kleber.
dalessandro juan moledo treino inter (Foto: Tomás Hammes/Globoesporte.com)D'Ale, Juan e Moledo em treinamento do Inter (Foto: Tomás Hammes/Globoesporte.com)

26/02/2013 10h40 - Atualizado em 26/02/2013 

Ano novo, média nova: Diego Forlán quadruplica gols no Inter em 2013

Uruguaio soma quatro gols em cinco jogos na temporada e alcança média de 0,8 gols por partida. Em 2012, após ser contratado, era de 0,2

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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Forlan comemora gol do Internacional sobre o Grêmio (Foto: Edu Andrade/Agência Estado)Forlan comemora gol do Internacional sobre o
Grêmio (Foto: Edu Andrade/Agência Estado)
O Diego Forlán que foi apresentado em 2012 parece ter desembarcado neste ano em Porto Alegre. A mudança é radical. Houve a pré-temporada com o restante do grupo. Há um conhecimento maior dos companheiros. Mas, para atacante, o que importa é o gol. E, neste sentido, a diferença é gritante.

O uruguaio ainda não conseguiu alcançar o número de gols da última temporada pelo clube gaúcho, é verdade. Em seus primeiros seis meses de Beira-Rio, Forlán balançou as redes em cinco oportunidades nas 19 partidas em que esteve em campo. Mas falta apenas um. Com um detalhe: em apenas cinco jogos.
Até o momento, o atacante atuou durante 435 minutos. A média é de um gol a cada 108 minutos. Ou, 0,8 gol por partida. A média de gols de Forlán neste início de 2013 é quatro vezes maior do que a apresentada no ano passado, que foi de 0,2 por partida.

Embora, em tese, a qualidade das equipes tenha caído em relação ao Brasileirão, uma vez que, neste ano, o Inter disputou apenas jogos no Gauchão, a perfomance de Forlán arranca elogios de todos. Dos companheiros, passando por Dunga, até a direção, que já coloca como prioridade a execução de um agressivo plano de marketing para o atleta.
Forlán 2012 2013
Jogos 19 5
Gols 5 4
Média 0,2 0,8
Mas, afinal, o que ocorreu? Para Dunga, a explicação é simples. Toda a expectativa criada com sua contratação aumentou a cobrança. Principalmente a do próprio Forlán. Mais aclimatado no Beira-Rio, tendo iniciado a pré-temporada com os companheiros e recebendo o respaldo da comissão técnica, conseguiu desempenhar aquilo que se espera do melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.
- O Forlán queria mostrar que podia jogar aqui o mesmo que mostrou na Copa. E existe cobrança, mesmo para alguém como ele. Até dele mesmo. O que eu tento é passar confiança porque sei que ele pode repetir as atuações.

Coleção sortida de gols
O atacante tem marcado gols de todas as formas. No Gre-Nal do último domingo, fez de pênalti o primeiro. O Grêmio, aliás, virou seu alvo. No primeiro clássico da temporada, ele recebeu passe de D´Alessandro com o pé direito, driblou Alex Telles e, de canhota, chutou no canto direito de Busatto. Forlán ainda balançou as redes contra o Pelotas. Duas vezes. O primeiro, em uma aparada no cruzamento de Fabrício. O segundo, um golaço. Fabrício o lançou. Ao perceber que Jonatas estava fora do gol, o uruguaio o encobriu.
Até por isso, Dunga tem o mantido mais tempo em campo. No Gre-Nal do último domingo, foi sacado já nos descontos, aos 46 minutos, para a entrada de Vitor Júnior. A ideia é utilizá-lo o máximo possível para cada vez mais pegar ritmo e elevar sua autoestima.
- Um jogador da qualidade do Forlán só precisa ter tranquilidade. Não se pode colocá-lo em um dia, criticá-lo e depois o retirar. É preciso dar confiança.
A estratégia tem dado certo. Forlán se tornou o principal jogador do Inter. A torcida e Dunga torcem para que ele mantenha o nível das atuações para colocar o time na disputa de todas as competições (Gauchão, Copa do Brasil e Brasileirão).

26/02/2013 07h35 - Atualizado em 26/02/2013 

Beira-Rio: Inter traz grama inédita ao Brasil, e plantio começa em março

Diretor de patrimônio do Inter garante que novo gramado resistirá às diversas condições climáticas permanecendo um tapete

Por Tomás Hammes Porto Alegre
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beira-rio gramado (Foto: Divulgação)Internacional já prepara espaço para novo tapete
(Foto: Divulgação)
Pioneirismo e antecipação. O Inter se baseia nesses dois pilares para se entusiasmar com o projeto do que será o gramado do futuro Beira-Rio. O novo tapete contará com material inédito no Brasil e já tem previsão de ser completamente plantado até o fim de março.
A partir dessa data, ocorrerá o enraizamento e o fechamento do gramado. A totalidade do processo se estenderá até setembro, de acordo com o diretor de patrimônio do Inter, Hélio Giaretta.
As diferenças em relação ao campo em que os joagdores pisaram até o fim do ano passado são muitas. Primeiro, o gramado foi centralizado em quatro metros. Abaixo da grama, há camadas de brita e areia, que foram enviadas para análise a uma empresa de fora do país. O gramado será do tipo bermuda, mas com material importado de nome "tifgrand", e resistirá às baixas temperaturas. Giaretta garante que não haverá irregularidades:
- É uma grama especial. Algumas partes virão de fora do Brasil. Será a primeira vez no país. Houve todo um estudo para nada sair errado. Os materiais têm especificações técnicas bem refinadas. A grama e a brita foram enviadas para fora do país. Será de semente ou muda. A bola rolará perfeita. O gramado, que já era um tapete, será ainda melhor.

Projeto em parceria com a Fifa
A certeza do dirigente vem da bateria de testes por qual passou o gramado. O projeto, revela, foi desenvolvido em parceria com a Fifa. Para evitar qualquer contratempo, a empresa irlandesa STRI, mesma que ajudou nos campos da Copa do Mundo da África do Sul, entrou em ação e analisou microclima, o ambiente e tudo que poderia causar algum impacto no campo.
- O estudo começou no início de 2012. A STRI fez um estudo do clima do nosso estado, da iluminação natural na grama e averiguou cada especificação do projeto. Ela avalizou tudo.
O campo de jogo ficará mais centralizado em relação ao local que está hoje (Foto: Tomas Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Campo ficará quatro metros mais centralizado (Foto: Tomas Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Além da preocupação com as deformidades, houve o cuidado para fazer o campo suportar o pior dos temporais. O Beira-Rio agora terá drenagem rápida e a vácuo. Ela será totalmente modificada. O sistema agirá como um exaustor e conseguirá absorver a água e fazê-la escoar sem prejudicar o andamento da partida.
- A drenagem a vácuo tem um sistema de sucção. Ela age como um grande exaustor, que faz criar uma pressão na camada do solo mais rapidamente. Parece um exaustor de cozinha. A fumaça que está ali entra pelo duto e vai embora.
O Beira-Rio está com 58% das obras concluídas. O estádio, que está fechado, está previsto para ser reaberto em setembro, mas será finalizado em dezembro. Cerca de 1,1 mil funcionários trabalham nas obras atualmente. A casa colorada receberá cinco jogos na Copa do Mundo de 2014.
Obras de modernização do Beira-Rio  (Foto: Divulgação AG/Inter)Drenagem promete não ceder a temporais (Foto: Divulgação AG/Inter)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Internacional 2x1 Grêmio - GOLS - Campeonato Gaúcho 24/02/2013


24/02/2013 18h01 - Atualizado em 24/02/2013 18h54

Vitória da vontade: Inter domina time reserva do Grêmio e avança à semi

Motivada no Gauchão, equipe de Dunga vence Gre-Nal 396 no Centenário diante de rival voltado à Libertadores e segue vivo no primeiro turno

Por GLOBOESPORTE.COM Caxias do Sul, RS
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  • força do Interior
    paz na Serra
    Assim como ocorrera em Erechim, o Gre-Nal de Caxias foi mais uma boa lição de que é possível fazer clássico sem confusões entre torcidas.
     
  • nome do jogo
    Forlán
    O uruguaio tomou gosto pelo Gre-Nal. Já havia marcado no primeiro do ano. Desta vez, sofreu e converteu o pênalti e ainda bateu o escanteio para Moledo.
  • deu errado
    reservas
    Em nome do 'projeto Libertadores', novamente o Grêmio usou reservas em Gre-Nal. E, novamente, foi envolvido e mereceu a derrota.
Só mudou o endereço. De resto, o filme se repetiu. Até o placar. Com discurso de valorização do Gauchão, o Inter levou titulares, dominou a partida do início ao fim e venceu os reservas do Grêmio (só Dida e Werley jogaram) na tarde deste domingo em Caxias do Sul - roteiro semelhante ao clássico anterior, em Erechim. A outra diferença está no prêmio desta nova história. Não chega a ser um Oscar, mas vale bem mais que os três pontos. O placar de 2 a 1, gols de Forlán, Rodrigo Moledo e Willian José, leva o time de Dunga à semifinal da Taça Piratini, o primeiro turno do Estadual.
Agora, o Inter, que estreou o estádio Centenário como sua nova casa até o Beira-Rio ser liberado das obras, aguarda pelo vencedor do confronto entre Lajeadense e Esportivo, que duelam às 18h30m. A outra semifinal está definida entre São Luiz e Caxias. As duas ocorrem no próximo fim de semana, com datas a serem definidas pela Federação Gaúcha de Futebol.

Eliminado, o Grêmio só volta a pensar em Gauchão em 16 de março, quando enfrenta o Lajeadense, na primeira rodada do segundo turno. Antes, no dia 5, recebe o Caracas, possivelmente na Arena, pela Libertadores, grande objetivo do clube no primeiro semestre e motivador do uso de reservas em Caxias do Sul.
Forlán atacante Inter gre-nal centenário (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)Forlán comemora o primeiro gol colorado (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)
Domingo de Gre-Nal: paz, gandula e 3-5-2
O segundo clássico da história a ser disputado em Caxias do Sul - o primeiro ocorrera em 1965, num amistoso em 0 a 0 - começou muito antes de a bola rolar. E em clima de tranquilidade. Era essa a atmosfera nas ruas da cidade serrana desde muito cedo da manhã. Na entrada das equipes, uma faixa pedindo paz nos estádios e ainda um minuto de silêncio, em homenagem ao jovem morto na Bolívia, após o arremesso de um sinalizador. Mas... Gre-Nal é Gre-Nal, e alguns componentes tradicionais do clássico não demoraram a surgir.
Primeiro, o mistério. Vanderlei Luxemburgo levou apenas os titulares Dida e Werley a Caxias, mas segurou a divulgação da escalação até minutos antes do apito inicial de Jean Pierre de Lima. Surpreendeu ao levar a campo três zagueiros. Mais curioso ainda foi ver o defensor Douglas Grolli envergar a camiseta de número 11. Segundo elemento, a rivalidade: o diretor executivo Rui Costa não gostou de ver os gandulas com uniformes do Inter, mesmo que o mando fosse vermelho. Como medida paliativa, foram entregues coletes aos funcionários, alvos de polêmica já no Gauchão passado, em Gre-Nal da Taça Farroupilha, no qual Luxa discutou com um gandula e acabou expulso.
Por falar em Inter, nada de mistério no time de Dunga. Apenas a entrada de Juan na vaga de Ronaldo Alves, lesionado de última hora. Com titulares, desenhou uma já esperada superioridade. Em 15 minutos, teve quatro escanteios ao seu favor. Num deles, aos 6, Damião emendou uma bicicleta, encobriu Dida e viu a bola roçar o travessão. Antes, aos 2, Juan já havia cabeceado com perigo sob a trave.

Uruguaio desmancha muralha
grêmio internacional gre-nal centenário damião werley (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Damião e Werley protagonizaram bom duelo
(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Sobrevivendo de lançamentos aleatórios para Welliton e Marcelo Moreno, o Grêmio demorou a levar perigo ao gol de Muriel. Aos 20, Tony chegou próximo à área e levantou na cabeça de Welliton. O atacante mergulhou, num peixinho estiloso, porém desastrado: na pequena área, perdeu a grande chance da partida até então.
Oportunidade que custaria caro. Quando Forlán teve a sua, aos 25 minutos, não desperdiçou. Após tabela envolvente de D'Alessandro e Fred, o uruguaio recebeu na área e acabou calçado por Matheus Biteco: pênalti incontestável. Que virou gol no pé direito de Forlán, em chute rasante, forte, no canto direito de Dida. O goleiro não sabia o que era buscar bolas na rede desde 10 de novembro, ainda com as luvas da Portuguesa.
O gol inflou um estádio já amplamente vermelho. Se já estava difícil para o desentrosados reservas do Grêmio, o 1 a 0 complicou de vez. Logo depois, D'Alessandro - que iria comemorar 200 jogos neste domingo, mas que acabou tendo as estatísticas recontadas, foi a sua 197ª partida - tentou o dele. O chute, venenoso, passou zunindo a trave canhota de Dida. A pressão ensaiada com esse lance arrefeceu. O primeiro tempo foi se esvaindo com lentidão, como se o melhor já estivesse sido feito.
- É importante a vitória, mas ainda faltam 45 minutos. É bom fazer o gol, mas o melhor é a equipe estar vencendo e depois classificar - ponderou o eficiente Forlán.
O pouco inspirado Marcelo Moreno lamentou o resultado:
- Foi um primeiro tempo complicado. Desde o início tentamos fazer um bom jogo, fazer o primeiro gol, mas fomos surpreendidos. Temos que manter o ritmo para empatar e depois tentar vencer - afirmou o atacante gremista.

Grêmio muda, mas Inter manda e dá "olé"
O boliviano, no entanto, não teve chance de colocar em prática as suas ideias. Acabou substituído por Willian José. O antes improvável 3-5-2 virou pó no vestiário. Ressurgiu como um 4-3-3 na volta do intervalo. Isso porque Luxa ainda colocou o argentino Facundo Bertoglio e sacou o zagueiro Bressan.
Não deu muito certo. Pelo menos nos primeiros minutos, o Grêmio, aturdido, viu o Inter colecionar investidas perigosas. Aos 2 minutos, Dida subiu mais alto do que todos, mas não agarrou a bola após escanteio. Caído, ajoelhado na grama, viu Biteco salvar a bola na linha da pequena área.
Era uma espécie de prelúdio. Prefácio. Premonição. Aos 13, em novo escanteio, agora pelo lado esquerdo, o Inter aumentou a vantagem. Desta vez, Dida não saiu nem ficou no gol. Abriu um vão para o atento Rodrigo Moledo se antecipar a Biteco e desviar às redes: 2 a 0. Que poderia ser 3 a 0 logo em seguida, se Damião não tivesse errado a pontaria, após vencer a débil zaga tricolor em arrancada veloz.
Os gritos de "olé", que o Grêmio titular tanto ouvira a seu favor no Engenhão, se virou contra os reservas no Centenário. Os quase 18 mil colorados vibravam com cada troca de passe, seja no ataque, seja na defesa. Aos 22, no entanto, a festa colorada foi silenciada pelo apito inesperado de Jean Pierre, que marcou pênalti de Josimar em Douglas Grolli, após levantamento na área. Willian José descontou: 2 a 1.
Estádio repleto, rivalidade, falhas, acertos, gols... faltava ainda uma confusão para o Gre-Nal 396 ter cara de Gre-Nal. Embora tímida, ela chegou aos 28 minutos. D'Alessandro não gostou da marcação mais forte de Adriano. Os dois se estranharam e levaram cartão amarelo, o primeiro havia sido para Josimar devido ao pênalti.
Mas a cara do Gre-Nal 396 foi mesmo a vontade de vencer. Que, ao lançar mão de todos os seus titulares, só o Inter realmente a teve. E, assim, só o Inter poderia vencer. Só o Inter venceu. Não poderia ser diferente. Todos já haviam assistido a esse filme.