domingo, 27 de dezembro de 2009

O DIREITO DAS CRIANÇAS


QUE EM 2010 TODA E QUALQUER CRIANÇA SEJA MAIS AMADA RESPEITADA E QUE TENHA UMA EDUCAÇÃO DE VERDADE,É TRISTE VER CENAS COMO ESSA DA FOTO,QUE NOS DEIXA ENVERGONHADOS ,QUAL VAI SER O FUTURO DESTES ANJOS,MUITOS FORA DAS ESCOLAS E EXPLORADOS PELOS PRÓPRIOS PAIS É LAMENTÁVEL ,CRIANÇA TEM O DIREITO DE SER AMADA,TER UMA BOA EDUCAÇÃO ,SAÚDE E UMA BOA ALIMENTAÇÃO CRIANÇA TEM O DIREITO DE BRINCAR,SORRIR E CANTAR ,CRIANÇA TEM QUE CHORAR MAS CHORAR DE ALEGRIA E FELICIDADE,AME MAIS AS CRIANÇAS ...

JESUS O MESTRE ESQUECIDO

Jesus, O mestre esquecido - Carlos Alexandre Fett

É final de ano. As famílias já começam os preparativos para as festas natalinas. Presentes são comprados, viagens marcadas, descanso na certa. É o chamado "espírito natalino" envolvendo a todos.

Mas, quase sempre não nos importamos com o verdadeiro sentido deste feriado, que é a comemoração do nascimento de Jesus.

Nossas crianças, bombardeadas pela mídia, acreditam que o Natal é refletido na figura do Papai Noel, o bom velhinho que presenteia a todos.

Prestemos atenção, mas praticamente inexiste a idéia de Jesus nestes dias. Poucos conversam com seus filhos sobre o que o Mestre tem a ver com as comemorações. O comércio explora a ansiedade de compra dos consumidores, mostrando que o que mais importa é correr atrás das melhores ofertas.

Isso tudo não é errado. Afinal, a tradição dos homens recomenda a troca de presentes neste período. Chegam até a dizer que isso é um simbologismo do que fizeram os reis magos quando do nascimento de Jesus, quando lhe ofertaram ouro, incenso e mirra.

Se fizermos tudo isso com o objetivo de agradar a quem gostamos, não há problema algum. Devemos fazê-lo com muita satisfação.

Mas acontece que para nós o Natal passa a ser só isso, e pronto.

Na noite natalina, comemos e bebemos muito. Nos divertimos, contamos histórias. Até que começamos a exagerar.

Passamos de uma noite de confraternização para um momento de angústia e libertinagem.

Muitos de nós, embebedados, acabamos por fazer atos impensados. Alguns colocam seus traumas para fora, levantam velhas discussões de família, aproveitam para denegrir a imagem de quem não está presente.

Corremos com nossos carros pelas estradas, cometemos desatinos, não pensamos nas conseqüências.

Tudo em nome da "festa do dia". Na verdade, agimos como se fosse apenas mais um feriado para desforrarmos nossa vontade de "agitar".

Em meio a tudo isso, Jesus continua como o Mestre esquecido.

Coisa de beato, de fanático, dirão alguns. Ficar pensando em religião em dia de festa!

Porém, acabamos por esquecer que a festa deveria, além da confraternização, da alimentação farta, ser um momento de reflexão sobre nossas vidas.

Será que esse homem, que dois mil anos depois de sua crucificação tem sua data de nascimento simbolizada neste dia, que fez com que seus ensinamentos fossem a base para as leis do ocidente, não tem razão no que pregava?

Um homem que apenas com três anos de vida pública, dos 30 aos 33 anos de idade, fez o mundo ser dividido em dois: antes e depois dele, não mereceria ser seguido com mais afinco por todos nós?

Se o que ele dizia não fosse verdade sobreviveria por tanto tempo?

O que temos feito baseados no que ele ensinou?

Temos vivido só para comer, beber, dormir, trabalhar e se divertir? Ou temos aproveitado a inteligência que o Pai altíssimo nos deu, e de quem Jesus tanto falava, para buscarmos ser mais úteis e sábios em nossas decisões?

O Natal deveria ter também esta conotação. Dizemos também, porque pedir que só reflitamos sobre a vida neste dia é pedir muito para homens tão apegados ao consumo como ainda somos. Mas, precisamos dar a devida consideração a Jesus neste dia festivo, colocando-o lado a lado com nossas expectativas.

Tomemos cuidado com os exageros nas festas. Sejamos alegres, não imprudentes. Aproveitemos a oportunidade para reatar amizades perdidas por orgulho, perdoar a falha alheia, entender a necessidade do próximo.

Enfim, sejamos cristãos neste dia maravilhoso, que comemora a passagem entre nós daquele que dizia que quem quisesse ser o maior, deveria servir, e não ser servido. Lembremos de sua mensagem e fiquemos felizes.

Com certeza, como dizia o próprio Jesus, onde estiverem dois ou mais reunidos em seu nome, ali estará ele. E a felicidade reinará, absoluta.

(...)

Que nós façamos algumas reflexões sobre o Natal. Que nos esforcemos para ser. um dia. os verdadeiros discípulos de Jesus, eis que tantas vezes do Mestre nos afastamos, em gestos, em atitudes.O mundo atravessa dias cruciais, e o homem, divorciado de sua origem divina, esquece-se de que a grande força aglutinadora é, ainda, a fraternidade que nos une, que nos torna mais felizes. No entanto, imperam forças opostas: o orgulho, a vaidade, a soberba. Todos querem ser superiores e, presos a essa promessa, esquecem-se de que somos irmãos, filhos do mesmo Pai.O Natal vem perdendo seu simbolismo de festa do amor, da família, com simplicidade e naturalidade. Deixou de ser uma festa espiritual que recorda a vinda do mais elevado Espírito, o Cristo Governador do Mundo. Festa da compreensão entre os homens, da humildade, para transformar-se em pretexto de um egocentrismo condenável sob todos os pontos de vista.Quanta diferença no Natal que nos querem impor . . .Natal de variadas iguarias e de bebidas as mais sofisticadas, de esbanjamentos sem conta. Natal de muita publicidade, do "compre mais" . . . Em nome de Jesus ?! Judas, perturbado, vende o Mestre por trinta dinheiros, e que fazem os homens de hoje, consciente ou inconscientemente ? Isto é uma lamentável deturpação, uma afronta à memória de Jesus!O Natal transformou-se numa autentica festa pagã, aumentando, ainda mais, a revolta do pobre que não pode dar ao filho a alegria de um brinquedo, que o faria sorrir; que nem sequer pode, nessa noite, saciar-lhe a fome, ou comprar um remédio para o outro doente...Nós - os espíritas - que fizemos dos ensinos do Mestre uma razão de vida, não podemos calar-nos diante de fato tão contristador.

Precisamos nos unir, lembrando a Manjedoura de Belém num movimento de cristianização do Natal, impedindo que essa festa pela vaidade e egoísmo dos homens que só visam lucros, se perca na noite triste da incompreensão e do desamor.

Existem pessoas que se preocupam com a pobreza e com a criança abandonada; são, porém, insignificante minoria ante os males que se multiplicam. E preciso fazer muito mais e sempre, dentro de um programa intenso e de bom senso, para atenuar a infelicidade que envolve milhões de criaturas necessitadas de recursos e de orientação.Foi na manjedoura de Belém que Jesus, já ao nascer, deu o maior testemunho de humildade. E, ao término de sua missão, junto com os seus discípulos, na ceia com o pão e vinho, a todos lava os pés mostrando simbolicamente que todos devemos servir.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL

MAIS UM NATAL EM NOSSAS VIDAS,É MAIS UM MOMENTO PARA REFLEXÃO,EM CASA COMO VAI NOSSAS TAREFAS NO DIA DIA,SERÁ QUE TRATAMOS TODOS COM RESPEITO E EDUCAÇÃO,SERÁ QUE AMAMOS UNS AOS OUTROS,DIALOGAR É UM BOM REMÉDIO,RIR FAZ BEM,ABRAÇAR AS PESSOAS QUE AMAMOS PAIS IRMÃOS,AMIGOS ESTENDER A MÃO A TODOS É IMPORTANTE,PROCURE SEMPRE A PAZ,NÃO FAÇA PARTE DE VIOLÊNCIA,NÃO AGRIDA A NATUREZA,PLANTE UMA ÁRVORE UMA FLOR,SEJA DIFERENTE SEJA VOCE MESMO É O QUE EU DESEJO A TODOS MEUS AMIGOS

PASSARELA CARLOS ARI

21 dez | spam
Escrevi em minha coluna "De Brasilia", no Jornal da Cidade, de São Gabriel, que esta semana vai circular na quarta-feira:

Homenagem para lá de justa

O amigo Hayrthom Bhittencourtt, gabrielense que mora em Porto Alegre há mais de 20 anos não esquece nunca a sua terra natal. Agora, ele está envolvido em uma campanha que desde já tem o meu apoio, para que o poder público municipal denomine de “Carlos Ari” a passarela do samba de nossa cidade, que é montada durante o Carnaval. Tenho certeza que o prefeito Rossano Gonçalves vai ser sensível a esse movimento e sem problema algum atenderá a sugestão do Hayrthom.
Carlos Ari foi um carnavalesco de marca maior, um dos mais importantes que São Gabriel conheceu em todos os tempos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

FESTA NA CASA DO GIGANTE


A FANTÁSTICA FESTA NA CASA DO GIGANTE,O CENTENÁRIO DO INTERNACIONAL E O TERCEIRO ANO DA CONQUISTA DO MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA,UMA FESTA MEMORÁVEL QUE FICARÁ MARCADA NO CORAÇÃO DE TODOS,PARABÉNS MEU INTER TÚ É DEMAIS

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O AQUECIMENTO GLOBAL


O QUE FAZER CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL,SERÁ QUE OS GOVERNANTES DE ALGUNS PAISES VÃO CONTINUAR COM OS BRAÇOS CRUZADOS,E A TERRA SOFRENDO COM OS EFEITOS DE TUDO DE RUIM QUE ESTÁ ACONTECENDO,É DESMATAMENTO QUEIMADAS ,A DESTRUIÇÃO ACONTECENDO NOS QUATRO CANTOS DO PLANETA,E O RESULTADO SÃO AS TEMPESTADES QUE CHEGAM DESTRUINDO TUDO POR ONDE PASSAM,MUITAS VEZES MATANDO VÁRIAS PESSOAS ESTÁ MAIS QUE NA HORA ,DO POVO SE MANIFESTAR CONTRA TUDO ISSO,E O FUTURO DE NOSSOS FILHOS E NETOS ,COMO SERÁ A TERRA DAQUI A ALGUNS ANOS?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VICE CAMPEÃO COM ORGULHO

SIM VICE COM MUITO ORGULHO,NOSSO INTERNACIONAL,SÓ NÃO FOI CAMPEÃO PORQUE NÃO APROVEITOU ,AS CHANCES QUE TEVE AO LONGO DO CAMPEONATO,NO FINAL TERIA QUE TORCER PARA O RIVAL E AI VOCES JÁ SABEM O QUE ACONTECEU,FOI UMA TREMENDA PIADA,UMA VERGONHA PARA O RS,O OUTRO LADO OSTENTAVA BANDEIRAS DO FLAMENGO PELAS RUAS DA CAPITAL,E O LEMA ERA ENTREGAR, TUDO ISSO PARA PREJUDICAR O INTERNACIONAL,MAS TORCIDA QUE PENSA PEQUENO E A MUITO TEMPO NÃO GANHA NADA TEM QUE FAZER ISSO MESMO,VESTIR VÁRIAS CAMISAS PARA SE SENTIREM FELIZES,O NOSSO INTERNACIONAL PARTE EM 2010 PARA MAIS UMA LIBERTADORES,QUEM SABE UM MUNDIAL,RECOPA,POIS O INTERNACIONAL É UM CAMPEÃO MUNDIAL FIFA,CONQUISTADO EM CIMA DO BARCELONA,PARA TISTEZA DOS RIVAIS QUE TEM UM TÍTULO INTERCONTINENTAL E DIZEM QUE SÃO CAMPEÕES MUNDIAIS,MAIS UMA PIADA MAS O INTER PASSA POR CIMA DE TUDO ISSO E NO FINAL A FESTA É NOSSA.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CAMPEÃO DE TUDO

DOMINGO O NOSSO INTERNACIONAL ENTRA EM CAMPO NOVAMENTE,E GANHANDO ESSE JOGO,PODEREMOS SER VICE CAMPEÕES BRASILEIROS OU QUEM SABE CAMPEÃO POIS NOSSO ÚLTIMO CAMPEONATO BRASILEIRO FOI EM 1979,FAZEM 30 ANOS E NÓS QUEREMOS ESSE TROFÉU,PARA JUNTAR AO DE CAMPEÃO DA LIBERTADORES,CAMPEÃO MUNDIAL FIFA,CAMPEÃO DA RECOPA SULAMERICANA,POIS TEMOS A TRÍPLICE COROA ISSO SEM CONTAR OUTROS TÍTULOS ,CONSAGRADOS FORÇA MEU INTERNACIONAL POIS TU ÉS UM GIGANTE

sábado, 21 de novembro de 2009

CONSCIÊNCIA PARA PENSAR

A história do nosso país possui uma chaga gerada pela mais absurda ganância do homem - a escravidão. É impossível imaginar-se, nos dias de hoje, que houve um tempo em que homens e mulheres eram tratados como mercadorias, submetidos a trabalhos forçados e a um processo de aculturação.


Os negros sofreram o mais absurdo tratamento já emprestado a uma raça. A eles, por força da escravidão, foram reservadas as maiores dificuldades para o desenvolvimento econômico e social. Existe nisso algum exagero? É óbvio que não.


Os efeitos nefastos da escravidão podem ser testemunhados nos presídios, nas favelas, nas ruas, enfim em todos os locais onde a exclusão salta aos nossos olhos. Há países onde a segregação racial decorre de uma política de estado e há outros, como no nosso caso, onde isso decorre da realidade, do abismo gerado pela desigualdade.


Pois bem, sem ter o que festejar, com um nome muito apropriado, hoje é o dia da Consciência Negra. O dia dedicado a uma reflexão que deve ser permanente, a de que em todos os instantes da vida devemos nos colocar dentre aqueles que lutam pela igualdade. Não é preciso dizer que muitas vezes, é preciso criar novas desigualdades para estabelecer a igualdade. Em síntese, os efeitos da escravidão são tão expressivos que, sem dúvida, o Estado tem que adotar medidas concretas de oportunização do crescimento econômico e social dos negros.


Nós, colorados, temos em nosso patrimônio histórico a luta concreta contra a discriminação racial. Ao contrário de outros, jamais segregamos. Pelo contrário: desde a nossa centenária fundação, com orgulho e determinação, assumimos o compromisso da inclusão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ZUMBI E A CONSCIÊNCIA NEGRA


ZUMBI DOS PALMARES


Nome: Zumbi
Local e ano do nascimento: Palmares, 1655
Local e ano do falecimento: Serra Dois Irmãos, 1695

Zumbi dos Palmares líder escravo alagoano (1655-1695). Símbolo da resistência negra contra a escravidão, é o último chefe do Quilombo dos Palmares.
Criado pelo padre Antônio Melo, aos 15 anos foge para Palmares e adota o nome Zumbi, que significa guerreiro. Logo ascende ao comando militar do quilombo, governado então por Ganga Zumba. Em 1678, renega um acordo com as autoridades coloniais e provoca uma guerra civil no quilombo. Manda envenenar Ganga Zumba e assume seu lugar. Lidera a resistência contra os portugueses, que dura 14 anos. Com a destruição de Palmares , em 1694, foge com outros sobreviventes e esconde-se na mata. É morto numa emboscada. Seu corpo é mutilado e a cabeça é enviada para o Recife, onde é exposta em praça pública.

O MITO DE PALMARES

Para o poder colonial, destruir Palmares era mais que uma necessidade imposta pelas regras do projeto colonial. Era uma questão de honra. Em 20 de novembro de 1695 era morto Zumbi, o Grande Chefe da "primeira república verdadeiramente livre das Américas".No final do século 16, as terras pernambucanas eram as mais prósperas das novas colônias portuguesas. Fazia poucas décadas que os portugueses tinham pisado ali, mas a Capitania de Pernambuco já era politicamente relevante. Havia 66 grandes engenhos na região e, no litoral, toda uma estrutura de suporte, criada para permitir o escoamento dos produtos. O trabalho frenético dos engenhos se refletia na cidade do Recife, cada dia mais estruturada e organizada.O mesmo não ocorria no sul do país, onde os poucos europeus ali chegados ainda lutavam para conquistar a terra e se instalar de forma definitiva. Eram desbravadores, fundamentalmente. Aliás, sua fama de conquistadores tinha ultrapassado as fronteiras da região.
Em todo o país se dizia que os paulistas eram homens valentes e grandes lutadores. Cronistas escreviam que eles eram "criados entre as brenhas, como feras".Foi essa reputação guerreira que, na segunda metade do século 17, levou o governador de Pernambuco a procurar o bandeirante Domingos Jorge Velho, chefe de um bando paulista em ação no interior brasileiro. Queria resolver seu problema maior. Para ele, Palmares já estava deixando de ser preocupação para virar verdadeiro pesadelo.

O SONHO DOS QUILOMBOS

Em Pernambuco falava-se, sobretudo, de Palmares. Ninguém sabia certo onde ficava. Era lá nas montanhas, na parte superior do rio São Francisco, mata fechada, inacessível. Diziam que precisava dias e mais dias para se chegar até esse lugar. Mas ninguém duvidava de que Palmares existisse de verdade.Não eram só histórias. Palmares havia surgido no final do século 16, quando os primeiros negros ali se refugiaram. Desde então, o mito de Palmares não havia feito outra coisa senão crescer e crescer.
Era a meta dos que buscavam liberdade, negros, índios e inclusive brancos. Havia lugar para todos.Em 1630, as autoridades pernambucanas calculavam que o quilombo de Palmares contava com uma população superior a 3 mil pessoas. Sabiam o que estavam dizendo. Apoiavam-se no número de fugas escravas que diariamente deviam registrar.Independente do mito, o quilombo de Palmares representou uma estrutura alternativa à sociedade colonial. Os negros viviam da agricultura. Uma agricultura, por sinal, mais avançada que a da colônia. O mundo escravocrata só conhecia a produção de açúcar. Em Palmares plantavam-se milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas, frutas.Palmares tinha leis que regulamentavam a vida das pessoas, algumas, inclusive, bastante rígidas. Roubo, adultério, deserção ou homicídio eram punidos com a morte. As funções sociais estavam definidas. A autoridade era reconhecida por todos. As decisões mais importantes eram tomadas em assembléias, da qual participavam todos os habitantes adultos. Mais do que isso. Palmares não era apenas uma cidade. Chegou a ser uma rede de cidades. Na metade do século 17, contava onze povoados. Macaco, na Serra da Barriga, era a capital.
Possuía 1.500 casas, dos dois lados de ruas espaçosas. Os artesãos trabalhavam em suas oficinas, enquanto outros plantavam e colhiam. As crianças brincavam livres. Havia também igreja para as orações.
A população? Mais de 8 mil pessoas. Depois, havia Amaro - com 5 mil habitantes e uma estrutura igualmente bastante organizada -, Subupira - a 36 quilômetros de Macaco - e, ainda, Zumbi, Tabocas, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche...

GRANDE CHEFE ZUMBI

Uma crônica de 1678 dava conta de que os palmarinos eram 20 mil. O governador ia mais longe. Dizia que, na realidade, eram mais de 30 mil. Uma multidão de gente que, além de pôr em xeque o projeto colonial, ameaçava fisicamente a sociedade pernambucana.
Era preciso esmagar Palmares, custasse o que custasse. A Coroa já tinha dado essa ordem em diferentes ocasiões.Havia, ainda, a questão do mito, que incomodava mais que qualquer coisa. Nos engenhos e senzalas, Palmares era sinônimo de Terra Prometida, e Zumbi, considerado imortal, era visto como seu guardião fiel e valente. Para destruir o quilombo, o poder colonial organizou dezesseis expedições oficiais. Quinze fracassaram.As montanhas pareciam intransponíveis. E o que as montanhas não faziam ficava por conta dos negros e de suas estratégias militares.
O exército de Palmares era competente, embora carente de armas e munições. Tinha estabelecido seu quartel- general em Subupira, um povoado de oitocentas casas, todas elas cercadas de madeira, pedras e armadilhas. Chegar até Subupira era muito difícil. Superar os obstáculos e entrar na fortaleza, quase impossível.A tarefa de destruir Palmares foi confiada pelo governador de Pernambuco a Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista sem escrúpulos, especialista na caça aos índios e líder de uma tropa de renegados. Um bispo da época deixou escrito que Jorge Velho era um dos maiores selvagens com quem ele tinha topado. Comandava um pequeno exército de 2 mil homens, armados de arcos, flechas e espingardas.
Em 1695, se preparou para a ação decisiva. Depois de ultrapassar mil barreiras, chegou a Macaco, descarregando contra a comunidade todo o seu poder de fogo e toda a sua raiva. A cidade resistiu durante 22 dias. Zumbi, depois de lutar bravamente, fugiu e se escondeu. Pôde ser capturado e morto só depois de ter sido traído por companheiros. A data: 20 de novembro de 1695. (Jõao Munari, p. 19)

Ataque aos Macacos

O Governador Caetano de Melo de Castro, armado de poderes extraordinário conforme o Alvará Real de 7 de Abril de 1693 para levar a guerra ao coração dos Palmares, e cercado dos melhores combatentes da capitania, dentre eles o grande Bernardo Vieira de Melo em Dezembro de 1693 iniciou os preparativos em Porto Calvo com o apoio das melhores e mais abastadas famílias de Olinda e de Recife, e em 16 de Janeiro de 1694 com o Mestre de Campo Domingos Jorge Velho no comando teve início a marcha das tropas para o Outeiro da Barriga e em 23 de Janeiro junto aos seus batedores Domingos Jorge Velho remeteu-se a um assalto contra posições de negros.
Da qual sofreu tremenda resistência dos comandados do Rei Zumbi deus e senhor da guerra que aparecia em todos os ângulos da fortificação que era precedida pela parte de fora, em toda a sua extensão de fossos, buracos, poços de água, paus de ponta aguçadas e trançados, enfim toda a sorte de empecilhos para os avanços inimigos que os palmerinos conseguiram arranjar na sua industria rudimentar, posta a serviço da guerra, a estimular com sua presença os destemidos defensores.
Fracassado o primeiro ímpeto do ataque, Domingos Jorge Velho tomou a decisão de dispor as suas tropas ao centro da fortaleza sob o comando de Bernardo Vieira de Melo; a esquerda da estrada ficando Sebastião Dias e a direita da estacada Domingos Jorge Velho se colocou com a sua gente, desta maneira formou-se um verdadeiro cerco a cidadela negra em cujo interior sem alarido homens e mulheres se dispuseram a defendê-la a todo transe, sendo que os primeiros avançaram e alcançaram a cerca galgaram-na por meio de escada e bailéus para caírem nos tachos de água fervente colocadas pelos defensores do Rei Zumbi, encontraram mortes horríveis devido a ousadia de tão temerário avanço, os que se aproximaram foram repulsados pelas flechas e armas de fogo disparadas pelos palmerinos. Devido a resistência encontrada as tropas atacantes esmoreceram por um instante e retrocederam para não serem dizimadas pelos negros vigilantes. Desta maneira o ataque geral empregado foi sem resultado, onde as tropas atacantes perderam muitos dos seus combatentes, por este motivo o Capitão mor Bernardo Vieira de Melo diante da impossibilidade de um avanço geral e temendo uma sortida dos negros sobre sua gente, resolveu com os seus homens fazer uma estacada frente a frente à dos palmerinos em todo o seu setor e em pouco tempo a cerca do Rei Zumbi estava envolvida por uma contracerca dos portugueses.
E no dia 29 de Janeiro efetuaram o segundo ataque geral contra os palmerinos que com a mesma energia e a mesma ferocidade, defenderam a cidadela, obrigando as tropas do bravo Capitão mor Bernardo Vieira de Melo a recuar devido as sensíveis perdas e na ala esquerda as tropas do Sargento mor também sofrera duros reveses, não sendo totalmente desbaratada por ter sido socorrida pelas tropas do centro comandadas pelo Mestre de Campo Domingos Jorge Velho, que recuou vencido, desta dantesca batalha, sendo perseguido pelos negros que ao cair da noite desistiram do intento. O Rei Zumbi recompôs as suas legiões e determinou que os velhos, mulheres, inválidos e as crianças empregassem seus esforços na industria de guerra para defesa geral do mocambo, após a refrega que sofrera o Mestre de Campo Domingos Jorge Velho determinou que a cerca de pau-a-pique fosse reforçada para evitar uma sortida dos negros, trabalho este efetuado debaixo de fechadas e estrepes atirados pelos negros palmerinos furiosos e vingativos e a partir deste momento a vigilância dos portugueses teve que se dobrado, permanecendo atentos de armas nas mãos, contra qualquer ataque.
Os assaltos a cerca do Rei Zumbi dos dias 23 e 29 de Janeiro de 1694 deixaram as tropas de Domingos Jorge Velho desfalcadas de muitos homens por este motivo o mestre de campo solicitou que fossem enviado para ele reforços de homens e artilharia, e estabeleceu o cerco total dos mocambos, impedido desta maneira que os negros tivessem contato com o mundo exterior do mocambo, pois deste modo venceriam os negros pela fome e pelo desespero. O Rei Zumbi sentia a falta de armas e munição, que não havia recebido durante este período de sitio, porém restavam-lhes o moral e o heroísmo, as únicas forças ainda intangíveis para antepor aos sitiantes, os negros sofriam as maiores privações possíveis, por este motivo estavam se convencendo que toda resistência seria inútil, a repulsa aos atacantes estava cada vez menos impetuosa, e quando Gabriel de Gois, bravo alferes do Terço de Infantaria do Recife chegou de Alagoas com os reforços mandado pelo Governador Caetano de Melo de Castro se dirigiu para o Outeiro da Barriga e conseguiu abrir a cerca do Rei Zumbi com diversos tiros de artilharia.
Quebrando-lhes o moral e abrindo passagens para as tropas sitiantes ao mando de Bernardo Vieira Melo e Sebastião Dias, a reação no interior da cidadela foi medonho, dantesca e terrível, devido a selvageria dos invasores por todas os ângulos da cidadela, com os dois lados se enfrentando corpo a corpo trucidando-se mutuamente e o baluarte resistindo bravamente protegido pela escuridão da noite, foi quando o Rei Zumbi reuniu as suas tropas na extremidade da cerca na ala da direita saltando do penhasco para a fuga, que levou de roldão as forças ali dispostas por Bernardo Vieira de Melo, escapando-se assim do cerco tenebroso de vinte e dois dias que foram impostos pelo mestre de Campo Domingos Jorge Velho. O desfecho inesperado que o Rei Zumbi dera ao sitio do Mocambo dos Macacos, precipitando-se do penhasco pela estreita faixa aberta na cerca, quando se vira perdido e impotente para conter pelas armas o ataque dos invasores, fora para os portugueses tão inopinado e brusco que eles não sabiam se faziam a perseguição aos fugitivos ou se entravam no Mocambo.
O heróico Zumbi preferiu lançar-se do penhasco a estender com os seus bravos comandados os pulsos as algemas do cativeiro, pois somente ele possuía o poder de fascinação de arrastar a tamanho sacrifico muitos homens dispostos a lutar, homens estes nascidos no magnífico altiplano da Serra da Barriga e ali criado e fascinados pela liberdade. Passados cinco meses da tomada e destruição da cidade negra dos Macacos e da espantosa mortandade dos negros que a habitava e a defendiam e do heróico protesto de Zumbi que se atirou no despenhadeiro com seus bravos guerreiros, os negros fugitivos ainda dispersos pelas matas e pelas furnas ou pelos alcantis das serras palmerinas não preferiam mais resistência, pois famintos e maltrapilhos, enfermos e desenganados de obterem a liberdade que tanto se bateram e lutaram durante tantos anos iam sendo aos pouco capturados pelos capitães do mato e seus índios. Rei morto, rei posto - sentenciaram os sobreviventes em demanda pela mata fechada na procura de outro sitio para instalação de outro mocambo, e segundo as ultimas disposições do grande rei morto na reunião que precedera à arrancada decisiva na orla do despenhadeiro! Surgirá outro grande Rei Zumbi, sobrinho do que havia morrido para continuar a guerra por mais alguns tempo, até ser traído por Antônio Soares, mulato de sua confiança. O novo Rei Zumbi, foi preso e morto pelas tropas de André Furtado em 20 de Novembro de 1695 e a sua cabeça foi enviada para Recife, onde foi exposta para servir de escarmento aos negros fugidos, por ordem do Governador da Capitania de Pernambuco Caetano de Melo de Castro.

Os Primeiros Quilombos

Foram formados em época incerta, não coincidindo com a entrada dos primeiros negros no Brasil por volta de 1538 e nem foram originários das raças importadas da África no primeiro século da descoberta, pois as numerosas tribos importadas da Guiné, representados por grupos étnicos importantes que foram distribuídos proporcionalmente pelas diversas seções regionais da colônia portuguesa, porque não era conveniente que se juntasse na mesma capitania um grande número de negros escravos da mesma nação, o que facilmente poderiam resultar em perniciosas conseqüências, no entanto tudo leva a crer que tais intuitos de separar as nações de negros se tivessem frustrado na pratica, pois na Bahia fortemente se fez sentir a ascendência dos Sudaneses, ao passo que em Pernambuco e no Rio de Janeiro prevaleceram os do grupo Banto.
Os primeiros quilombos, que a principio foram reduzidos, de poucos negros, muitos dos quais famintos, e doentes, que fugiam dos engenhos, das fazendas e dos eitos, só foram possível graça a associação que o negro efetuou com o índio, na causa da resistência a escravidão, e no século XVIII foi o de grandes protesto da raça africana, quando se formaram os maiores e mais tremendos quilombos que tantos apreensões causaram aos colonos e aos governos.
Alguns historiadores fixam a data de 1630 para o inicio dos quilombos constitutivos dos Palmares pela entrada e distribuição de negros escravos provenientes de Angola pertencentes a tribo Jagas que eram indomáveis e amantes da liberdade, pelas fazendas de Pernambuco e Alagoas. A razão preponderantes da formação dos quilombos no Brasil assentam-se na ferocidade atroz do colono dominante nos engenhos e nas fazendas, nos leitos e na mineração, protegidos pela mais brutal legislação negra que incluía os castigos, as penas e os maus tratos infligidos desde o momento de sua captura na África. Diversos fatos sociais tais como; de serem presos a correntes de ferro a um cepo, de trabalharem junto das caldeiras nos engenhos, de ser chicoteados para trabalharem, a alimentação e vestuário limitado, concorreram para acirrar o ódio entre o negro e o colono. O negro que chegava, era considerado como peça de trabalho, por mais abatido e rebaixado que fosse em sua dignidade, em sua vontade de liberdade, pela prepotencia de seu semelhante tendeu a sucudir o jugo, fugindo da sociedade que o acabrunhava e o esmagava, procurando a expansão de sua liberdade, em algumas vez em insurreições. O quilombo era sem duvida a ultima fase do protesto - pois o negro na sua aflição de liberdade, não sentia dificuldade nem hesitava em privar-se da vida para se livrar de seus sofrimentos infligidos pelos senhores e por isto só restava ao escravo a fuga para as montanhas, para os quilombos, para os ermos e para os antros e historicamente os Jagas da raça Banto que eram belicosos da tribo indomável do sobado do famoso N`gola Bandi, aprisionado pelos portugueses durante o governo de Luiz Mendes de Vasconcelos em Angola e mandados para o Brasil lhe cabe a paternidade do grande movimento palmerino já anteriormente iniciado com alguns negros desgarrados que seguiam para o Maranhão marchando dos centos da Bahia e pelos sertões a dentro de Caxias onde o africano ergueu as portas do grande sertão, uma cidade rica e prospera.
A região escolhida pelos negros aquilombados nas faldas da Serra da Barriga, no território de Alagoas, pela semelhança dos seus cômoros, colinas, montes, rochedo e sua flora e fauna dir-se-ia um pedaço de chão transplantado da África para lhes servir de abrigo das primeiras levas que por ali passaram acorrentados e voltaram os seus olhos para a região montanhosa que vinha desde o planalto de Garanhus no sertão pernambucano até as serras dos dois irmãos e do Bananal no município de Viçosa em Alagoas que compreendia as serras do Cafuchi, Jussara e Pesqueira, Comonati e da Barriga de terras virgens e extremamente fértil.
Cortada pelos rios Ipojuco, Serinhaém, Una em Pernambuco e pelos rios Paraíba, Mandau, Panema, Camaragibe, Porto Calvo e Jacúpe em Alagoas, com uma floresta povoada de arvores frutíferas e outras arvores excelentes para uso industrial, que cresciam em volta das palmeiras pindoba-palma attalea, pindoba, buriti-mauritia vinifera, catolé e inúmeros coqueiros de dendê- elaeis guineensis e no meio a essa mata se movimentava uma variada populçao animal onde puderam encontrar suas caças e pesca. Esta era a região abençoada o valhacouto dos negros palmerinos, na realidade era as matas das palmeiras às mais ricas e bonançosas de todas as regiões, cuja pujança convidava as raças oprimidas a se aquilombarem na formação do maior e mais renhido centro de resistência negra em todo o período colonial, e não foi um simples acidente geográfico e nem tampouco um campo de batalhas sangrentas que deu o nome a região de Palmares no altiplano da Serra da Barriga; foi a frondosa e grande Álea de Palmares que ali se estendiam, ululante e viçosa, magnetizada pela natureza portentosa dos trópicos, caprichosa na sua beleza e rica na sua fartura, onde se encontrava as titaras com suas guirlandes enfeitadas de espinhos galgando as arvores próceras, que mais tarde seria a coroa de espinho dos tombados em lutas feroz pela liberdade.
Todas as palmeiras desta floresta deram aos negros aquilombados os alimento para o corpo e para o espírito, material para seus tijupares de amor e seus palácios e fibras para suas roupagens e estrepes na construção de suas defesas tiradas de seus caules endurecidos e fibrosos. E se mais não dessem, deram na saudade da África um pouco de esperança na terra magnífica que delas recebeu o nome Palmares !

O Negro

Homem negro era uma continuação do meio na sua brutal grandiosidade geofísica, meio absorvente e bárbaro e na sua entomologia, a raça Bantu a mais adiantada, detentora das ricas terras do Congo e de Angola, caminhou a passos de gigante para a regressão em face dos usos e dos costumes de suas tribos e nações incapazes de absorver a civilização da raça branca para lá mandada pelos portugueses, tinha o culto da liberdade até extremos desconhecidos. Eram naturalmente anárquicos, não tinham união política entre si, e suas autoridades entre eles quase sempre eram tirânicas, absoluta e absorvente eram indisciplinados e desobedientes, por estes motivos foi fácil de serem vencidos em toda parte e em todos os tempos, esta raça robusta e por isto ela foi facilmente escravizada, podemos dizer-se que a nação de autoridade, só lhe veio depois do contato com a raça branca, depois que a rainha Ginga Bandi conseguiu tirar todo o partido das ações missionarias com o qual melhorou a sua raça em civilização e costume de crê-se que o espírito dessa formosa e famosa rainha tenha acompanhado um punhado de negros descendentes dos N`gola que foram vendidos para o Brasil e aquilombados em Mato Grosso e que fundaram o reinado negro de Quariterê, onde tanto sangue se derramou como em Palmares. E os costumes das tribos africanas em geral pareciam estar no ínfimo grau de desenvolvimento a julgar por alguns signos característicos destas habitações em cavernas porém tais exemplos não poderiam ser representativo da raça africana em regra geral.
Pois o negro já estava fixado no solo e já constituía a sua tenda e quase todas os títulos protegiam as suas aldeias por uma cerca de arvores de troncos grossos e no recinto fortificado construíam as tendas formadas de juncos e palmas de forma cônica com teto de palha, que não possuía divisões salvo as vezes as dos chefes da tribo.Os utensílios domésticos eram todos de madeiras e pedra que serviam de assento, os pratos eram de argilas, cuias, facas de pedra e de ferro, vasos para água e para o preparo da comida, algumas tribos dormiam no chão sobre palhas ou peles e algumas tribos construíam tarimbas.
A ordem domestica era perfeita pois cada tenda era ocupada por uma família onde o homem exercia a autoridade suprema do lar e na sua ausência era exercida pela primeira esposa, pois a poligamia era um costume em todas as tribos, e todo o trabalho domestico e nas pequenas lavouras ficava a cargo das mulheres, tanto os homens como as mulheres enfeitavam-se com muito capricho, particularmente da cabeleira, entre muitas tribos era costume se tatuarem e furar as orelhas, o lábio superior e o septo nasal.
Os homens cuidavam de preparar as terras para as grandes plantações, em algumas aldeias existiam as industrias pastoril, também a caça e pesca era atribuições parta os homens das tribos. Sendo a caça no interior da África um serviço fatigante e arriscadíssimo, demandando grandes esforços, agilidade e coragem e de todos os animais eles aproveitavam a carne, o couro e do elefante o marfim. Era muito raras as aldeias não terem em forno para fundir ferro e uma forja para fabricação de ferramentas, armas e artigos de uso comum, as armas que usavam era o arco e a flecha, a zagaia, a lança e o cajado nodoso, a antropofagia era usada por algumas tribos do interior e da costa ocidental, todos negros africanos tinham grandes conhecimentos das virtudes de muitas plantas medicinas e a sua medicina consistia no emprego destas plantas acompanhadas de muitos exorcismo.
Eram muitos supersticiosos e tinham, entre eles os adivinhos e os feiticeiros que eram venerados por todos das tribos, se tatuavam com desenhos significativos que constituíam-se de figuras de animação de plantas e de desenhos geométricos o desenho era indelével e feito no corpo humano em geral no peito e nos braços e as línguas eram todas aglutinantes e os usos e costumes sempre varriam de tribos para tribos conforme o seu grau de civilização e de caráter religioso, a concepção da arte nos povos negros não eram de ordem estética mas tão simplesmente religiosa, a idolatria foi o mais forte motivo da arte negra em conseqüência do meio bárbaro em que viviam e os brutais contraste que o cercaram desde o alvorecer de sua idade, o negro criou a arte segundo a sua emoção e essa arte e arte e é beleza porque representa o seu conhecimento de tristeza, a sua dor e o seu medo. A raça negra sempre tiveram grande pendor para as danças e a mais característica é o batuque, que o acompanhou na trajetória dolorosa de sua migração forçada para o cativeiro, e as suas danças consistiam num circulo formado pelas dançadores, indo para o meio de um preto que depois de executar vários passos, dava uma imbicada a quem chamava de semba na pessoa que escolhe entre as da roda, a qual ia para o meio do circulo substitui-lo.
Os instrumentos musicais eram mais guerreiros que de diversões e o principal deles era o tong-tong empregados nas solenidade de guerra, nas festas populares usavam o balafo muito usado na costa do ouro, tinham o berimbau, canzá, e o tambaque e estes instrumentos acompanharam os palmerinos para amenizar os seus sofrimentos e resistir as dores e aos desesperos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ESTÁDIO BEIRA RIO

ESTÁDIO BEIRA RIO DO INTERNACIONAL,COLORADO DE PORTO ALEGRE RS BRASIL,

CAMPEÃO EM DUBAI

INTERNACIONAL GIGANTE 2006

BATERIA FURIOSA DO SALGUEIRO

FESTA PARA CRIANÇAS

FESTA PARA AS CRIANÇAS NO BEIRA-RIO!!!



O Internacional está preparando uma grande festa para celebrar o Dia da Criança. O evento ocorrerá no próximo dia 18 (domingo), da 10 às 18h, no gramado principal do Beira-Rio. Crianças e pais sócios e não-sócios poderão participar mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível.

Atrações não irão faltar: cama elástica, brinquedos infláveis, show de animação infantil, brincadeiras dentro do campo monitoradas por professores da Escola Rubra, além de oficinas coordenadas pelo Projeto Interagir (tudo gratuito).

Haverá também espaço para tirar fotos com as principais taças conquistadas pelo Inter e venda de produtos licenciados pelo Clube. As crianças da Escola Rubra e do Interagir terão acesso especial.

O público estimado para o evento é de 10 mil pessoas. Em caso de chuva na sexta-feira (dia 16), sábado (17) ou domingo (18), a festa será automaticamente transferida para o Gigantinho.

O acesso acontecerá pelo Portão 7 e as arquibancadas não serão abertas.

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sábado, 3 de outubro de 2009

INTERNACIONAL O GIGANTE GAÚCHO


GLÓRIAS DO DESPORTO NACIONAL É MEU INTERNACIONAL,MAIS UMA VEZ BUSCANDO A VITÓRIA E COM A ,ESPERANÇA DE MAIS UM TÍTULO,PARA ENCHER DE ORGULHO TODOS OS TORCEDORES COLORADOS,E MOSTRAR QUAL É A MAIOR TORCIDA DO RS.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

FINAL DE SETEMBRO 2009

HOJE DIA 29 DE SETEMBRO,FINAL DO MÊS,E MUITO FRIO NO RS,DAQUI A TRÊS MESES,ESTAREMOS COMEMORANDO,A CHEGADA DE UM NOVO ANO 2010,SERÁ QUE VAI CONTINUAR ACONTECENDO AS MESMAS COISAS, QUE ACONTECEM NA CAPITAL FEDERAL BRASÍLIA,E SE ESPALHA PARA O RESTO DO BRASIL,É TANTA FALCATRUA,IMPUNIDADE,ROUBO E FALTA DE RESPEITO COM A POPULAÇÃO CUIDEM-SE JOVENS PENSEM NUM FUTURO MELHOR ESTUDEM E RESPEITEM SEUS PAIS,SEJAM AMIGOS DOS SEUS AMIGOS ALEGRES E FELIZES,RESPEITEM PARA SEREM RESPEITADOS,POIS VOCÊS SÃO O FUTURO DO BRASIL

domingo, 27 de setembro de 2009

GOL DE GIULIANO DO INTER NO EGITO

TEMPESTADE COM MAIS DE 80 MORTOS NAS FILIPINAS


Imagem da Força Aérea das Filipinas mostra a capital Manila embaixo d'água Foto: Reuters

Pelo menos 80 pessoas morreram, outras 23 estão desaparecidas e quase 300 mil se viram deslocadas pela passagem da tempestade tropical "Ketsana" pelo terço norte das Filipinas, onde suas chuvas torrenciais causaram as piores inundações em quatro décadas, informaram hoje fontes oficiais.

O governo declarou o estado de catástrofe na capital e outras 25 províncias afetadas pelo temporal na ilha de Luzon, anunciou o ministro da Defesa e presidente do Conselho Nacional de Coordenação de Desastres, Gilberto Teodoro.

Até 49 moradores de Rizal, a leste da capital e onde a água chegou até cobrir os ombros, morreram afogados em enchentes e deslizamentos de terra causados pelos temporais.

As outras vítimas fatais foram registradas na zona metropolitana de Manila e províncias divisórias, onde pelo menos 280 mil moradores tiveram que abandonar suas casas.

Apesar do fim das chuvas, a maioria deles ainda não puderam ser evacuados para centros de refugiados e esperam para serem resgatados enquanto se apressam para salvar seus móveis e utensílios da correnteza de água e lodo.

O Exército se somou às tarefas de ajuda e dezenas de helicópteros militares sobrevoaram durante o dia todo a capital para levar alimento e roupa aos desabrigados.

A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, teve que pegar o metrô para ir a uma reunião com seu gabinete de crise, por causa das vias urbanas totalmente inundadas.

Em apenas 12 horas, caíram no sábado sobre Manila e o resto das áreas afetadas 44,3 centímetros de chuva por metro quadrado, uma quantidade superior à média mensal nesta época do ano e batendo o recorde anterior para um mesmo dia, estabelecido em 1967.

As imagens de televisão mostraram dezenas de moradores e Manila desesperados no alto dos telhados de suas casas, onde muitos tiveram que passar a noite.

Outros afetados foram vistos se deslocando em lanchas de plástico ou balsas improvisadas pela cidade, cheia de carros abandonados e submersos e quilômetros engarrafamentos em quase todos seus 17 municípios, segundo vídeos colocados na internet por centenas de testemunhas.

Facebook, Twitter e uma onda de mensagens de telefone celular se transformaram em poucas horas na forma mais eficaz de conseguir doações para os afetados.

Ainda é cedo para calcular as perdas econômicas por causa dos danos das chuvas, mas a declaração do estado de catástrofe permitirá recorrer aos cofres estatais para financiar o trabalho de reconstrução.

Vários voos nacionais e internacionais foram atrasados ou cancelados quando as águas chegaram até ao aeroporto, e a provisão de energia elétrica foi interrompida nos bairros mais pobres para prevenir curto-circuitos.

"Nunca vimos algo como isto. Ointenta por cento do Metrô Manila está debaixo de água", comentou incrédula uma porta-voz da Cruz Vermelha das Filipinas.

Mais de 2 mil passageiros continuam nos portos da região oriental de Bicol, onde os navios não podem zarpar desde ontem por ordem da Guarda Litorânea.

As autoridades insistiram em sua chamada para que a população fique em casa para não colapsar ainda mais o trânsito e se abstenha de colocar lixo perto dos desaguamentos para não arrebentar o antiquado sistema de encanamentos que a maioria dos distritos possui.

O Ketsana tocou a terra nas Filipinas na madrugada do sábado com ventos superiores a 100 km/h e nas próximas horas deixará o arquipélago em direção ao sul da China.

Dezenas de pessoas morrem a cada ano por causa de inundações e enchentes no arquipélago durante a estação chuvosa e época de tufões, que costuma durar de junho a dezembro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PRIMAVERA

JÁ ESTAMOS NA PRIMAVERA,E ESTA ESTAÇÃO É MUITO,BEM VINDA POIS AS ÁRVORES,COMEÇAM A FLORESCER AS FLORES,CADA UMA MAIS LINDA QUE A OUTRA

domingo, 20 de setembro de 2009

O SORVETEIRO

AQUELE ALI NA ESTAÇÃO
NÃO É MAIS UM PASSAGEIRO
É O MENINO SORVETEIRO
QUE FOI CEDO PRA LABUTA
ELE VENCEU TANTAS LUTAS
FOI DERROTADO TAMBÉM
E QUANDO CHEGAVA O TREM
VENDIA TODO, O GELADO
CHEGAVA EM CASA EMPOLGADO
ALEGRE COMO NINGUÉM

ABANDONAVA A ESCOLA
E SÓ NÃO PEDIA ESMOLA
PREFERIA TRABALHAR
MAS COMO IA ESTUDAR
E NÃO AJUDAR OS PAIS
TEMPOS DIFICEIS DEMAIS
NA VIDA DESSE MENINO
DEIXOU DE LADO O ENSINO
EM BUSCA DE PROFISSÃO
E PRA AJUDAR SEUS IRMÃOS
TOPAVA QUALQUER PARADA
NÃO RECLAMAVA DE NADA
PRA DEFENDER O SEU PÃO

AO PERDER A MÃE QUERIDA
FOI TENTAR UMA NOVA VIDA
BEM LONGE NA CAPITAL
UM RECOMEÇO GERAL
NA VIDA DO SORVETEIRO
ESTUDOU,JUNTOU DINHEIRO
TEM FAMILIA E É FELIZ
DE VEZ EM QUANDO ELE DIZ
NOSSO DEUS É VERDADEIRO.

O SORVETEIRO

AQUELE ALI ,NA ESTAÇÃO
NÃO É MAIS UM PASSAGEIRO
É O MENINO SORVETEIRO
QUE FOI CEDO

RIO GRANDE DO SUL


TODAS AS QUERÊNCIAS ESTÃO EM FESTA ,20 DE SETEMBRO É DIA DO GAÚCHO,E QUE CADA PONTO DO ESTADO FAÇA SUA FESTA,COM MUITO ORGULHO,SEJA EM TORRES,CHUÍ OU SÃO GABRIEL ELA SERÁ MARAVILHOSA

sábado, 19 de setembro de 2009

SEMANA FARROUPILHA ORGULHO GAÚCHO

20 de setembro e mais uma vez,o RIO GRANDE DO SUL,está em festa,parabéns a todos que de uma maneira ou de outra,cultuam nossos costumes,danças e folclore a minha SÃO GABRIEL,TERRA DOS MARECHÁIS,PRINCESA DAS COXILHAS ,ATENAS RIOGRANDENSE,se enche de glória nessa época com o desfile farroupilha,os fandangos cantos e trovadores,a todos uma ótima festa e continuem a respeitar nossas tradições