sábado, 14 de abril de 2012


14/04/2012 20h28 - Atualizado em 14/04/2012 20h32

D'Ale acende time, Inter vence o Cerâmica e avança no Gauchão

Colorado fez 3 a 0, seguiu para a semifinal da Taça Farroupilha, mas, no meio da semana, esquece o Estadual e pensa no Juan Aurich

Por GLOBOESPORTE.COMPorto Alegre
1 comentário
A falta de ritmo após um mês longe dos gramados poderia atrapalhar D'Alessandro. Poderia. Mas foi dos pés endiabrados do argentino, egresso do banco no segundo tempo, que o Inter buscou a energia necessária para vencer o Cerâmica por 3 a 0 neste sábado, pelas quartas da Taça Farroupilha, e avançar para a semifinal do segundo turno do Gauchão. Enfrenta o Veranópolis no próximo final de semana, novamente no Beira-Rio.
Depois de um primeiro tempo monótono, o time de Dorival Júnior chegou à classificação com gols do sempre eficiente Gilberto, do costumeiro artilheiro Damião e, simbolicamente, para fechar a conta, D'Alessandro marcou, de pênalti. Sob vento cortante e chuva fina, ao final, ficam três certezas: o maestro enfim está de volta, o Inter está classificado no Gauchão e agora só pensa no grande objetivo, que é a Libertadores.
Na próxima quinta-feira, enfrenta o Juan Aurich, no Peru, pela última rodada da fase de grupos. Uma vitória garante os gaúchos nas oitavas de final. No entanto, o Colorado, que hoje está na segunda colocação do Grupo 1, avançará sem precisar fazer força caso o The Strongest não supere o Santos na Vila Belmiro. Na segunda, treina em gramado sintético em Porto Alegre para se adaptar ao piso da casa do rival. A viagem rumo ao Peru ocorre na terça.

Dupla vencedora volta, mas jogo dá sono

Além do caráter decisivo do confronto diante do Cerâmica, havia atrações para os colorados. No banco, estavam Guiñazu e D'Alessandro, recuperados de lesões e em busca de ritmo de jogo antes do confronto pela Libertadores. Em campo, havia a reedição da parceria entre Índio e Bolívar. A dupla não atuava junto desde a primeira rodada do returno do Brasileirão de 2011. Diante do Santos, o Inter vencia por 3 a 0 até os minutos finais, quando cedeu o empate. Bolívar foi eleito pela torcida como o culpado pelo tropeço. Agora, de volta com a lesão de Moledo, irrompeu o gramado como capitão. E, de trás, assistiu a 45 minutos de dar sono.
O primeiro tempo foi de tropeços, escorregadas e quase nada de futebol. O único chute importante a gol saiu aos 35 minutos, com Gilberto, titular com a contusão de Dagoberto. Em bola cheia de efeito, César quase se complicou devido à água no campo.

O lance que arrepiou as arquibancadas, no entanto, ocorreu mais cedo e surgiu dos pés do Cerâmica. O cruzamento passou por Muriel e Índio. Com o gol vazio, Zeferino, que substituía o artilheiro Dinei, suspenso, também chegou atrasado e passou em branco.
Dorival reclama e pede "vibração"
A morosidade da etapa inicial tinha uma explicação para os jogadores do Inter. Parecia até que o grupo havia combinado. Todos apontavam a retranca do Cerâmica como a grande culpada pelo 0 a 0 no molhado Beira-Rio.
- A gente sabia que ia encontrar um adversário com 11 homens atrás da linha da bola. Mas eles não vão poder suportar o tempo todo. Vamos insistir - projetou Bolívar.

- O Cerâmica está sendo inteligente. Temos que procurar jogar pelos lados - apregoou Nei.

A torcida ia além da análise do rival. Olhava para o banco e via a grande referência técnica do time sentada, de abrigo, quando poderia estar entortando zagueiros com sua perna esquerda. Dorival pensou o mesmo e chamou D'Alessandro para o segundo tempo. A monotonia comçeava a ser quebrada em dose dupla. Isso porque, além do ingresso do camisa 10, Dorival Júnior deu bronca no vestiário, querendo um Inter mais vibrante.
- Precisamos de mais vibração. É decisão, não é jogo comum - reclamou.

O fator D'Alessandro

Bastaram dois minutos de D'Alessandro em campo para a torcida esquecer o frio, a chuva, o vento. Qualquer intempérie vira detalhe diante uma boa dose de qualidade no gramado. Nem parecia que o meia estava desde 11 de março longe dos campos devido a uma lesão muscular. Em cruzamento da esquerda, o camisa 10 serviu Dátolo, que só não marcou por que Cesar evitou. Aos quatro minutos, foi a vez de Damião ser vítimia do goleiro milagreiro.

Mas, aos 11 minutos, não teve jeito. Após espalmar bom chute de Dátolo, Cesar nada pode fazer diante do cruzamento milimétrico de Kleber na cabeça de Damião. O artilheiro escorou, e Gilberto, aceso, ligado, contagiado pelo "fator D'Alessandro", invadiu a área como um raio e completou para as redes: 1 a 0.

Aos 40, Damião fez o segundo gol, após belo passe de Jajá Coelho, que ingressara no segundo tempo. Também dos pés de Jajá saiu lançamento para o camisa 9 sofrer pênalti. E a partida só poderia acabar com um gol dele. O jogador que ligou o Inter na tomada. D'Alessandro converteu a cobrança e marcou o 3 a 0.



Celebração13/04/2012 | 22h05Atualizada em 13/04/2012 | 22h43

Emocionado na festa de 103 anos do Inter, Carvalho afirma: "Sou um devedor deste clube por tudo que ganhamos"

Conselheiros, autoridades e dirigentes como o presidente Giovanni Luigi se misturaram a ídolos como Claudiomiro e Fernandão na noite desta sexta-feira, no Centro de Eventos Arthur Dallegrave

Emocionado na festa de 103 anos do Inter, Carvalho afirma: "Sou um devedor deste clube por tudo que ganhamos" Ricardo Duarte/Agencia RBS
Emocionado, Fernando Carvalho chega para a comemoração dos 103 anos do InterFoto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
O Centro de Eventos Arthur Dallegrave, no pátio do Estádio Beira-Rio, serviu de palco, na noite desta sexta-feira, para a comemoração do aniversário do Inter — que completou 103 anos no último dia 4. Entre conselheiros, funcionários e autoridades, marcaram presença o governador Tarso Genro e o vice Beto Grill, além de dirigentes vitoriosos como o ex-presidente Fernando Carvalho, que chegou discreto, mas visivelmente emocionado.

GALERIA: Confira fotos da festa de aniversário dos 103 anos do Inter

A partir das 21h30min, o presidente Giovanni Luigi proferiu discurso no cerimonial em meio a vídeos que lembram a história do clube desde a primeira casa até o atual estádio. O tema da festa, que contou com a presença de 720 pessoas, era "Dos Eucaliptos ao Gigante para Sempre". Entre os convidados, ídolos do campo como o ex-centroavante Claudiomiro, que marcou o primeiro gol do Estádio Beira-Rio, e o atual diretor técnico Fernandão, que, com o Inter, foi campeão da Libertadores e do Mundial de 2006, além da Recopa de 2007.

Emocionado, Carvalho afirmou que se considera um devedor do clube pelo fato de ser colorado desde a infância e ter conquistado, enquanto presidente, tudo o que conquistou.

— É uma grande comemoração para todos nós em torno do nosso clube, que nos anima, que nos traz estímulo para torcer devido ao seu passado e a sua trajetória. Eu sou um colorado que acompanha o clube desde os cinco, seis anos de idade. Não posso fugir da comemoração. São 103 anos de muitas glórias, muitas alegrias. Sempre que posso, digo que sou um devedor do Internacional por tudo o que ganhamos. Eu sou um devedor eterno do Internacional porque as minhas grandes alegrias eu obtive aqui dentro — declarou.

O governador Tarso Genro destacou o empenho do Estado em trazer a Copa para o Beira-Rio, enfatizando o esforço realizado para que Inter e Andrade Gutierrez pudessem retomar as obras depois de assinarem o contrato, em março.

— Essa tarefa que estamos cumprindo de acolhimento (da Copa do Mundo) aqui no Estádio Beira-Rio não deve orgulhar somente aos colorados, mas sim a todos os gaúchos — disse.

O ex-centroavante Claudiomiro, que marcou o primeiro gol do Beira-Rio, na inauguração do estádio em 6 de abril de 1969, diante do Benfica, falou que só tem a agradecer ao clube e conceitua o seu momento inesquecível no Inter justamente quando a sede passou dos Eucaliptos para o Beira-Rio.

— Estou com 62 anos e faço aniversário dia 3 de abril, e o clube no dia 4. Isso é muito legal, ainda mais por ter sido jogador. A paixão que sinto por este clube é impressionante. Só tenho a agradecer. Considero o melhor momento quando saímos dos Eucaliptos e viemos para o Beira-Rio. Aí, mudou praticamente tudo. Começou uma nova vida. E isso se prova com o Inter campeão do mundo, campeão da Libertadores, campeão de tudo que é título. Foi tudo muito emocionante — relembrou, com a simplicidade e a objetividade de um típico centroavante.

sexta-feira, 13 de abril de 2012


13/04/2012 19h10 - Atualizado em 13/04/2012 19h10

Operários retiram cadeiras do anel superior do Beira-Rio

Cronograma prevê que elas sejam removidas até o dia 20 de abril

Por GLOBOESPORTE.COMPorto Alegre
1 comentário
Reformas Beira-Rio obras (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Beira-Rio conta com 25 mil cadeiras de plástico
(Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)
Após a longa parada de mais de 250 dias, as máquinas da Andrade Gutierrez operam aceleradas no Inter. Mas não só elas. Os operários também buscam recuperar o tempo perdido. Na ensolarada manhã desta sexta-feira, enquanto os jogadores colorados realizavam o último treinamento antes do jogo contra o Cerâmica, os trabalhadores retiravam as cadeiras de plástico do anel superior do Beira-Rio.
O cronograma prevê que elas sejam removidas até o dia 20 de abril. De acordo com o site oficial do clube, há 25 mil cadeiras de plástico no estádio.
E as obras não terminam por aí. O Beira-Rio segue com o processo de demolição das sociais, bem como a colocação de novas estruturas de concreto no mesmo setor. Os vestiários de arbitragem e os das categorias de base também já foram derrubados.

> Como será a reforma
O Beira-Rio receberá cinco jogos da Copa do Mundo de 2014. Para isso, o Inter terá de se adaptar às novas exigências e padrões da Fifa, estando pronto para sediar qualquer evento nacional ou internacional de futebol. Veja abaixo as principais mudanças no estádio.
- Para os jogos da Copa, a capacidade total do Beira-Rio será de 51.300 lugares. Depois do evento, o Inter poderá estender até 56 mil lugares com a retirada das cadeiras localizadas atrás das goleiras.
Reformas Beira-Rio obras (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Beira-Rio terá capacidade para mais de 50 mil pessoas após as reformas (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)

- Além das vagas existentes, o torcedor poderá usufruir de um edifício-garagem que será localizado próximo à Avenida Beira-Rio, onde hoje estão os campos suplementares do clube. O edifício terá cerca de 3 mil novas vagas.
- A profundidade do degrau da arquibancada para cada torcedor sentar passará dos atuais 60 centímetros para 90 centímetros, dando mais espaços para o torcedor se acomodar. As cadeiras serão retráteis, o que facilitará a circulação do público.
- O Beira-Rio receberá uma nova e moderna cobertura, construída em estrutura metálica, cobrindo todos os lugares do estádio, inclusive as rampas e os acessos aos portões.
- Haverá um anel circundando todo o estádio. Os torcedores de qualquer setor poderão se encontrar neste ambiente, antes e depois das partidas.
- Os acessos não serão mais exclusivos pelas rampas. Haverá mais elevadores além de 16 novas torres de escadas.
- O torcedor que estacionar no edifício-garagem terá uma rampa coberta de acesso que sairá do edifício até o nível de acesso às áreas vip do estádio.
- Com mais portões de acesso e uma lógica mais moderna, o Beira-Rio poderá ser completamente evacuado em apenas oito minutos.
- Com o estádio totalmente coberto e cadeiras retráteis e de mesmo espaço em todos os setores, o Beira-Rio terá vai proporcionar conforto para todas as pessoas presentes.
> Entenda o caso
- Em maio de 2009, Porto Alegre foi confirmada como uma das sedes da Copa de 2014. O Beira-Rio foi escolhido para abrigar os jogos. Porém, teria de ser remodelado para atender as exigências da Fifa.
- No início de 2011, o Inter fechou a parceria com Andrade Gutierrez para a realização dos reparos no estádio. A previsão de conclusão da obra era de dois anos e meio. Pouco mais de seis meses depois de iniciar a demolição das arquibancadas (foto ao lado), o Inter interrompeu as obras, para evitar os gastos que seriam da construtora mineira.
- Desde junho de 2011 nenhum operário era visto no estádio, e a obra seguia estagnada. A construtura buscava parceiros para bancar a reforma. Semanas atrás, divulgou nota e culpou o Banrisul por não liberar o financiamento que garantiria a continuidade dos trabalhos. Depois, a AG disse que conseguiu os recursos, sem citar a participação do Banrisul.
- Em uma das últimas reuniões entre clube e construtora, o Inter exigiu um documento que apresentasse essas garantias. A construtora buscava uma linha de crédito de R$ 205 milhões junto ao BNDES.