sábado, 3 de dezembro de 2016

Carta aberta ao Presidente do Sport Club Internacional.

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honra_2016
Porto Alegre, 3 de dezembro de 2016.
Prezado Vitorio, não utilizarei aqui nesta carta termos pejorativos para levar adiante uma opinião que estampa o peito de uma nação colorada. Para começar a conversa, o clube não é seu. Sim, o Inter é o Clube do Povo, de todas as suas histórias, dos ídolos, de Fernandão, de Figueroa, de Falcão, de Dadá Maravilha, da antiga Coréia que continua gritando “gol” no espaço invisível da historia do estádio. Estádio nosso que foi construído tijolo a tijolo, pelas mãos de milhares. E pelos corações de todos. E é desse coração que queremos falar. O coração colorado está sangrando. Sangrando pelo que o senhor e a diretoria do Internacional estão fazendo com a imagem do clube. Essa imagem não foi construída com dinheiro, ela foi construída com paixão. E isso não se compra em nenhuma esquina. Seja ela da vida, seja ela de escanteio. De um lado, vejo a empáfia de poucos. De outro, a indignação completa de milhões. Não desejamos aqui julgar ninguém, mas é preciso ser firme na moral. E na cobrança. Não falaremos das cobranças por tantos tropeços feitos neste ano desastroso de 2016. Poderíamos listar muitos deles, mas talvez essa carta virasse um livro. E não pretendemos escrever porque a história do meu clube já é um livro aberto. E nesse livro não tem espaço para frases tortas. E palavras que não combinam com três letras: S C I. A dor e a saudade que abatem tantas pessoas também chega a todos nós, colorados, pois fazemos parte da mesma família, chamada humanidade. E essa humanidade se dividiu em cores pelas terras e pelos continentes. As nossas, vermelho e branco, desde sempre são eternas. O clube começou em 1909, mas sabemos que ele vem de um tempo que não existe marcação em relógio algum e nunca terminará. E essa mancha de um ano como esse não vai constar como carimbo em qualquer lugar porque os colorados que rasgam esse Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste dizem: a sua voz não nos representa. A sua voz pode falar em alto e bom som em qualquer microfone, mas não toca qualquer um de nós. Nós, hoje, somos Chapecoense. Nós, hoje, não aceitamos meias palavras. Nós, hoje, dizemos basta. E que essa mensagem ecoe em todas as pessoas do nosso País, mostrando que a dor dessa tragédia machuca e atinge a todos. Hoje, o meu Inter não é vermelho e branco. Hoje, ele é verde. Ganhamos do Barcelona em uma final de mundial, mas a verdadeira grandeza do futebol foi nos ensinada por um time adversário que estava em uma final e decidiu entregar a taça de campeão a outro. Sim, viva o Atlético Nacional de Medelín. Aprendemos com um povo que usou branco, em um momento que estaria gritando por seu time, mas mudou o canto em homenagem ao seu adversário: “Que escutem, em todo o Continente, sempre recordaremos, campeã a Chapecoense”. Ah, Presidente, que oportunidade para mostrar a grandeza do Inter. E a grandeza pode sim passar pela Série B. Em momentos de brincadeira, como todas as torcidas fazem, nas suas provocações rotineiras, muito se falou: “time grande não cai”. Mas isso faz parte do folclore, todos sabemos. Faz parte da brincadeira com o amigo que é do time contrário. Assim como ele tem motivos para também usar elementos para dar a sua risada aberta falando de um dia em que perdemos para o Mazembe. Só que isso faz parte do futebol. É do jogo. Sim, time grande também cai. Muitos já caíram. E voltaram. E não deixaram de ser grandes porque caíram. E o jogo traz as suas histórias que marcam a vida de todos os clubes. Só que uma marca não vai passar pela vida do Inter. Essa que o senhor e a diretoria, em total desalinho, conseguiram promover. Já ganhei Gre-Nal, já perdi Gre-Nal. Já vi o Inter ser campeão da Libertadores, em uma final para testar cardíacos. Já vi o temível Barcelona sentir o peso da nossa camisa em 1×0 histórico. Já vi tanto. E sei que muitos já viram muito mais do que eu. Mas tenho o compromisso, neste instante, em trazer essa mensagem em meu nome porque não posso falar em nome de outras pessoas, mas tenho a absoluta certeza de que muitos pensam da mesma forma. Esse é o momento do Inter ser realmente grande. Já ganhamos tudo. Somos o Campeão de Tudo. Mas falta uma coisa nesse exato segundo, aos 44 do segundo tempo. O senhor está no gabinete, fechado, com a caneta na mão. Dentro do estádio, um escanteio. Um torcedor colorado irá cobrar esse escanteio. Dentro da área, somos milhões, prontos para a cabeçada que vai estufar a rede. E nesse cruzamento, no céu, o eterno Capitão Fernandão nos abençoa. Escuta-se apenas o silêncio. E o silêncio diz muito. Ele apenas fala: “Querida, Chapecoense. Nós amamos você. Nós compartilhamos da sua dor. Nós choramos pela mesma história. Queridos clubes de todo o Brasil, não somos a direção do Inter, nós somos milhões. E a voz deles está falando porque nós estamos engasgados. A palavra não sai. Assim como não sai para muitos neste momento frágil da vida. Queridos familiares, amigos e todos que hoje vestem a mesma cor, aceitem nosso abraço fraternal de “meus pêsames”. Sim, nós, como o mundo todo, “sentimos muitos”. E isso independe de jogarmos a Série A, a Série B ou a Série Z. Isso não importa mais. Se todos jogarem, jogaremos. Se todos não jogarem, não jogaremos. Se for fora do campo, não aceitaremos. Podem alguns levantar as suas mãos em pequeno número questionando uma inscrição indevida por alguns dias de um jogador de um time adversário. Uma coisa pode definir o tribunal da vida. Outra é o tribunal da moral. Se o Inter cair, não foi por um jogador inscrito indevidamente alguns dias a mais ou a menos. Sejamos verdadeiros. Foram erros em cima de erros. E assumamos uma Série B, que será digna. Se tiver a partida e se todos os resultados combinarem e não cairmos, fará parte do processo final. Neste instante, a bola de escanteio vai chegando na grande área. São milhões de colorados. E num gesto de grandeza, tudo para, o tempo congela, o passado e o futuro se encontram. No céu, ao lado de Fernandão, surgem as imagens de todos que partiram para o outro lado da vida. As lágrimas caem em rostos petrificados. O relógio marca o final do segundo tempo. Mas o jogo não termina. Porque a vida continua. Ela sempre vai continuar.
Fábio Craidy Bührer, torcedor colorado

Video oficial Chapecoense Agradecimento gracias football

Melhores momentos do Chapecoense Campeonato Brasileiro 2016 HD #Forçachape

Lista dos Jogadores da Chapecoense Mortos (Atualizado) 29/11/2016

Deva Pascovicci narrando Goleiro Danilo faz milagre no último minuto! Ch...

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Homenagem á Chapecoense | TEXTO EMOCIONANTE | #ForçaChape

AUTORIDADES CONFIRMAN ACCIDENTE DEL AVIÓN DE CHAPECOENSE (AUDIO NOTICIAS...

JOGADOR DA CHAPECOENSE RECEBE A NOTICIA QUE SERA PAPAI

Homenagem a Chapecoense, do Clube atletico nacional medellin

29/11/2016

#ForçaChape: obrigado àqueles que marcaram a história do Inter

No clima de enorme pesar e tristeza pela tragédia que abateu o voo da Chapecoense, o Sport Club Internacional lembra cinco pessoas, falecidas no acidente desta madrugada, que passaram pelo clube e marcaram a história da camisa vermelha e branca.
Em luto às vítimas e suas famílias, o treino da equipe profissional nesta tarde foi cancelado. A rodada da Série A foi adiada para o dia 11 de dezembro. A bandeira do Internacional encontra-se em meio mastro.
MÁRIO SÉRGIO PONTES DE PAIVA (*7/9/1950 - † 28/11/2016). Jogou no Internacional entre 1979/1981 e em 1984. Treinador do Internacional em 2009. Pelo Inter, foi campeão brasileiro invicto em 1979, vice-campeão brasileiro em 2009, campeão gaúcho em 1981 e 1984, campeão da Copa Kirin e do Torneio Heleno Nunes em 1984. Formado pelo Flamengo, teve passagens por Vitória, Fluminense, Botafogo, Rosario Central, São Paulo, Ponte Preta, Grêmio, Palmeiras, Botafogo-SP, Bellinzona e Bahia como jogador. Como técnico, atuou também no Vitória, Corinthians, São Paulo, Atlético-PR, São Caetano, Atlético-MG, Figueirense, Botafogo, Portuguesa e Ceará. Jogou 8 vezes pela Seleção Brasileira. Foi comentarista na Band e no Fox Sports. Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro.

JOSIMAR ROSADO DA SILVA TAVARES (*18/08/1986 - † 28/11/2016)  Formado no Internacional, jogou no time profissional do Inter entre 2007 e 2010, e depois entre 2012 e 2014. Estreou na equipe B em 2007, no Campeonato Gaúcho, aos 20 anos de idade. Volante marcador, conquistou pelo time B a Copa FGF de 2009, e pela equipe profissional o Campeonato Gaúcho em 2012 e 2013. Além da Chapecoense, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana, Josimar também teve passagens por Palmeiras, Ponte Preta, Al-Watani (ARS), Fortaleza e Brasil de Pelotas.


LUIZ CARLOS SAROLI – CAIO JÚNIOR (*8/3/1965 - † 28/11/2016) – Jogou no Internacional em 1994, e foi campeão gaúcho pelo clube. Começou a carreira de jogador no Grêmio e também atuou no Vitória de Guimarães, Estrela da Amadora (POR), Belenenses (POR), Novo Hamburgo, Paraná, XV de Piracicaba, Paulista, Iraty e Rio Branco (PR). Como treinador, passou por 17 clubes, entre eles Grêmio, Botafogo, Palmeiras, Goiás, Bahia e Paraná, além da Chapecoense.


FILIPE JOSÉ MACHADO (*13/03/1984 - † 28/11/2016) – Formado no Internacional, atuou nas categorias de base do clube entre 2002 e 2006. Jogou no Fluminense, Esportivo, Pontevedra (ESP), CSKA Sofia (BUL), Salernitana (ITA), Inter Baku (AZE), Al Dhafra (EAU), Duque de Caxias, Resende, Guaratinguetá, Al-Fujairah (QAT), Macaé e Saca Qom (IRÃ), antes de jogar pela Chapecoense. Campeão da Série C do Campeonato Brasileiro pelo Macaé em 2014.





ANDERSON RODRIGUES PAIXÃO DE ARAÚJO (*05/10/1979 - † 28/11/2016) – Auxiliar de preparação física do Internacional entre 2005 e 2006. Campeão gaúcho em 2005, vice-campeão brasileiro em 2005 e 2006, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2006. Teve passagens pelas categorias de base do Grêmio e foi preparador físico do Caxias, Cruzeiro-RS, Joinville, Grêmio e Bahia. Era preparador físico da Chapecoense. Filho do preparador físico Paulo Paixão, multicampeão pelo Internacional.

FORÇA CHAPE

Gols, Chapecoense 3 x 0 Júnior Barranquilla - Sul-Americana 26/10/2016

Filho e esposa de Mário Sérgio lamentam tragédia com avião da Chapecoens...

La Tragedia del Chapecoense

TRAGÉDIA! Avião da Chapecoense cai e mata 76 | 5 Sobreviventes / 29/11/2016

Zagueiro da chapecoense postou video no avião antes de viagem para Colômbia

Melhores Momentos - Chapecoense 0 x 0 San Lorenzo - Copa Sul-Americana -...

ALL WE CRY WITH CHAPECOENSE!!

domingo, 28 de agosto de 2016


por Maurício Saraiva

Ariel Sport x InterNão há o que reclamar; depois de fazer um primeiro tempo bom, na medida do possível, o Inter desistiu do jogo completamente por 45 minutos. Sofreu o empate no último lance do tempo normal e não pode, por qualquer lógica ou sensatez, reclamar do que viveu. Cedeu o empate porque não reteve a bola na frente em momento algum da segunda etapa. Valdívia cansou e ficou em campo. Ariel, quero ter cuidado, entrou e o Inter passou a ter um jogador a menos. Ele não consegue prender a bola na frente e, não bastasse, perdeu um gol que seria o 2x0 colorado. Errou muito, suou em bicas. Foi uma atuação do nível das piores dos 13 jogos anteriores a este que o Inter vencia no susto, quase no grito.

Celso Roth se repetiu no que virou seu rótulo, que, aliás, considero injusto. Porém, desta vez, na ânsia de proteger a vitória frágil que conqusitava, não deu ao time qualquer solução ofensiva para evitar a pressão de um Sport nervoso, inseguro e incompetente. Numa falta inútil cometida por Fernando Bob, que entraria para trancar a rua de vez no lugar de Valdívia e substituiu William, esgotado, o Sport empatou. Não jogou bem para isso, mas tentou jogar futebol enquanto o visitante não tentou, desistiu, só se baseou em sua capacidade de resistir.

O Inter está, com justiça, na zona do rebaixamento.

domingo, 21 de agosto de 2016

Brasil 1 x 1 Alemanha (Cobranças de Penaltis 5-4) OURO Final das Olimpia...

O choro de ouro do futebol do Brasil contra Alemanha

  • DESTAQUE"VÃO TER QUE ME ENGOLIR"
    Brilhou no campo, chamou a responsabilidade na quinta e decisiva cobrança na decisão por pênalti e deixou o recado ao deixar o gramado. Emocionado, Neymar desabafou, ao bom estilo Zagallo: 

    - Olha, tenho muita coisa para falar, mas ainda não encontrei palavras. Eu só tenho a agradecer a Deus, minha família, amigos, companheiros, pelos momentos difíceis na competição, onde fomos criticados. O quanto falaram da gente, respondemos com futebol. É uma das coisas mais felizes que aconteceram na minha vida. E agora, faz o quê? Vão ter que me engolir! 
  • DESTAQUEWEVERTON
    Carioca, você só não poderá tirar mais onda que os acreanos. Porque foi um conterrâneo deles que brilhou. Weverton foi chamado para substituir o cortado Fernando Prass e chegou garantindo que era bom pegador de pênaltis. Confirmou isso, ao pular para defender o chute de Petersen e entrar para a história. 
  • DESTAQUEMEDALHA
    Esta foi a 17ª medalha do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro. Agora, o país soma seis ouros, seis pratas e cinco bronzes, no melhor desempenho da história. Além do ouro de 2016, o futebol masculino tem três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008).

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


Papo Olímpico: Willian, lateral da Seleção na Rio 2016

01/08/2016 16h54 - Atualizado em 01/08/2016 17h04

Inter acerta bases com Ceará e fica a "detalhes" junto ao Coxa por reforço

Colorado deve repatriar lateral campeão da Libertadores e do Mundial de 2006 para suprir carência do elenco no setor, após convocação de William para Jogos do Rio

Por Porto Alegre
O presidente Vitorio Piffero age rápido para reforçar o elenco do Inter. Um dia após acumular a função de vice de futebol, devido à saída de Carlos Pellegrini, o mandatário já alinhavou a contratação do lateral-direito Ceará, de 36 anos, junto ao Coritiba. O Colorado já tem acertadas as bases salariais para repatriar o jogador, campeão da Libertadores e do Mundial de 2006 pelo clube, e depende apenas de detalhes junto ao Coxa para selar a negociação.
De acordo com o que apurou o GloboEsporte.com, Ceará chegará a Porto Alegre com vínculo definitivo com o Inter. A diretoria, contudo, não confirma publicamente a tratativa. Até o momento, o presidente do Coxa, Rogério Bacellar, afirma que os gaúchos fizeram uma consulta pelo lateral. A tendência é de que o jogador não integre a delegação que viaja nesta segunda-feira para Salvador, onde a equipe enfrenta o Vitória, na quarta-feira, pela 18ª rodada do Brasileirão.

– Eles nos consultaram sobre uma possível transferência e agora estamos conversando com ele. O Alex (Brasil, diretor de futebol) vai falar hoje com o jogador para ver se ele tem vontade de ir para o Internacional. Ainda não está totalmente certo. Se ele não quiser ficar, não adianta segurar– disse o dirigente ao GloboEsporte.com.
Ceará Coritiba (Foto: Divulgação/Coritiba)Ceará deve deixar o Coritiba rumo ao Inter (Foto: Divulgação/Coritiba)

Ceará ruma a Porto Alegre para suprir a carência atual do Colorado no setor. O titular William foi convocado por Rogério Micale e defende a Seleção na disputa dos Jogos do Rio. O reserva imediato Paulo Cezar Magalhães não deu a resposta esperada pela diretoria até o momento. Tanto que Fabinho e Ernando têm sido improvisados no setor.
Um dos atletas mais experientes do elenco, Ceará voltou ao Coritiba após 13 anos e foi capitão da equipe em grande parte do primeiro semestre. O lateral disputou 21 jogos em 2016, todos como titular. Na atual temporada, o jogador conviveu com duas lesões e foi substituído por Dodô, das categorias de base do clube. No Brasileirão, atuou em seis partidas e esteve, inclusive, em campo na derrota para o Flamengo, neste domingo. Não atingiu, portanto, o limite de jogos que inviabilizaria a transferência. Seu contrato com o Coxa vai até o fim do ano, com cláusula de renovação automática caso tenha participado de 60% dos jogos da equipe.

Ceará começou a carreira no Gama, do Distrito Federal, depois defendeu as cores da Portuguesa Santista, Santa Cruz, São Caetano, Botafogo, passou pelo Coritiba em 2002 e 2003, e foi no Internacional onde o jogador despontou. Na final do Mundial Interclubes, no Japão, foi o responsável por anular Ronaldinho Gaúcho na vitória por 1 a 0 do Colorado sobre o Barcelona, desempenho que chamou a atenção do PSG, da França, que o contratou. No time francês, ficou de 2007 até 2012 antes de voltar ao Brasil.

sábado, 30 de julho de 2016

30/07/2016 18h05 - Atualizado em 30/07/2016 18h05

Ariel e Nico tentam quebrar histórico recente de atacantes gringos no Inter

Cavenaghi, Forlán, Scocco, Luque e Lisandro não tiveram sucesso na passagem pelo Beira-Rio

Por Porto Alegre

Ariel Nicolás López Nico López Inter (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)Ariel e Nico López mostram sintonia durante os treinos (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)
Ariel e Nicolás López já se mostram afinados no ambiente do Inter. Os atacantes estão sempre juntos durante os treinamentos. Porém, a dupla tem pela frente uma árdua missão no Beira-Rio. Mais do que sintonia, será preciso mudar o histórico recente de atacantes estrangeiros que chegaram repletos de expectativas e saíram como frustrações.
Assim como ocorreu nos últimos cinco anos, o ano de 2016 não passou sem a direção colorada optar por homens de frente sul-americanos. Ocorre que Cavenaghi, Diego Forlán, Scocco, Luque e Lisandro López não confirmaram as expectativas criadas e deixam uma interrogação nos torcedores.
Nico, que teve uma indisposição estomacal na última sexta-feira, voltou a treinar neste sábado. Assim, fará sua estreia neste domingo diante do Corinthians. Amparado no histórico da Libertadores, quando, inclusive, fez um dos gols no empate em 2 a 2 que eliminou o time paulista do torneio nas oitavas de final, o uruguaio chega como a esperança de dar o salto de qualidade e recolocar o Colorado na parte de cima da tabela no Brasileirão.
Já Ariel soma três partidas. Foi dele o gol que salvou o Inter da sexta derrota consecutiva no domingo passado, ao completar de cabeça a cobrança de falta de Vitinho no empate em 2 a 2 com a Ponte Preta. 
Nicolás López Nico López Falcão Ariel Inter (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)Nico López e Ariel são esperanças de Falcão para retomada do Inter (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)

O argentino, trazido ainda na "era Argel" em razão da predileção por bolas alçadas à área, tem mostrado outra característica no clube gaúcho. Apesar do pouco tempo, já começa a ganhar ascendência no vestiário. Costuma orientar os companheiros e incentivá-los durante treinos e partidas. 
Até pela questão da língua, se aproximou de Nico. O uruguaio é tímido e ainda sente dificuldades com a língua portuguesa. Como Ariel é fluente, já que havia atuado no Coritiba, serve como um intérprete ao parceiro.
O GloboEsporte.com recorda os últimos atacantes gringos:
CAVENAGHI PEDE PARA SAIR
Cavenaghi internacional x jaguares (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)Cavenaghi fez dois em 14 partidas pelo Inter (Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM)
Em 2011, Cavenaghi chegou com a esperança de ser o grande nome da equipe. Para animar a torcida, ainda houve o apelo de D'Alessandro, parceiro do argentino desde os tempos de River Plate, que convocou os fãs a lotarem o Beira-Rio. O que de fato ocorreu. Porém, em campo, nada se confirmou.
Repleto de gringos (o time tinha cinco – Sorondo, Guiñazu, Bolatti, D'Alessandro e Cavenaghi – e a legislação à época só permitia três por partida), cansou de sobrar, inclusive, da lista de relacionados. Só disputou 14 partidas nos menos de quatro meses em que permaneceu no clube, tendo anotado apenas dois gols – contra Canoas e América-MG. Pediu para deixar o Colorado justamente quando era treinado por Paulo Roberto Falcão.
FORLÁN RESCINDE
Clemer Forlán Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Forlán marcou 22 gols em 55 partidas pelo Inter (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)
A experiência não fez os colorados desistirem. Pelo contrário. Em 2012, a cúpula, capitaneada pelo então presidente Giovanni Luigi e pelo vice de futebol Luciano Davi, contratou Diego Forlán, que havia sido escolhido o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.
O nome do charrua também protagonizou uma comoção entre os torcedores. Sua chegada a Porto Alegre fez cerca de três mil fãs o recepcionarem no Salgado Filho, apesar do frio e da chuva. Após um início claudicante, deslanchou no Gauchão de 2013, quando acabou como o artilheiro com nove gols. No segundo semestre, caiu de rendimento junto com a equipe e terminou como reserva no time de Clemer, que só se livrou do rebaixamento do Brasileirão na última rodada. No início de 2014, rescindiu contrato com 22 tentos em 55 partidas e acertou com o Cerezo Ozaka, do Japão.
SCOCCO SEM ADRENALINA
Scocco atacante Inter (Foto: Tomás Hammes / GLOBOESPORTE.COM)Scocco fez quatro gols em 20 jogos pelo Inter (Foto: Tomás Hammes / GloboEsporte.com)
Ainda em 2013, o Inter trouxe mais um gringo. Após terminar a Libertadores como vice-artilheiro com seis gols (junto com Diego Tardelli, só atrás de Jô, com sete), Scocco trocava o Newell's Old Boys pelo clube gaúcho. O roteiro? O mesmo dos antecessores. Aproximadamente 200 fãs no aeroporto com a esperança de que repetisse o futebol apresentado no time de Rosário em Porto Alegre.
E, em campo, pouco fez. Figura frequente no departamento médico, pediu no começo do ano seguinte para ser negociado porque "não tinha adrenalina para jogar no Brasil". Acabou vendido ao Sunderland, da Inglaterra. Em sua estadia no Colorado, disputou 20 partidas e marcou quatro gols. 
LUQUE EMPRESTADO
Martin Luque Inter treino Bento Gonçalves Pré-temporada (Foto: Alexandre Lops/Internacional)Martin Luque não fez gol em 16 jogos pelo Colorado (Foto: Alexandre Lops/Internacional)
Nada disso mudou a filosofia do clube. Em maio de 2014, saía do pequeno Colón, da Argentina, Martín Luque. Conhecido pela velocidade, o atacante chegou a receber um bumbo dos fãs para tocar e sua apresentação. Entretanto, teve o mesmo roteiro. Tímido, enfrentou dificuldades para se adaptar. Ainda sofreu com um problema no púbis. 
Nunca se firmou. Figurava no banco de reservas ou até sobrava da lista de relacionados. Após ser emprestado no ano passado para o Peñarol, voltou neste ano, mas já foi repassado ao Alcorcón, da segunda divisão da Espanha. Com contrato até o final de 2018, só atuou em 16 oportunidades.
LISANDRO INSATISFEITO
Lisandro López, atacante do Inter (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)Lisandro López anotou 10 tentos em 39 duelos pelo Inter (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)
O último da lista antes da dupla Ariel e Nico é Lisandro López. Indicado por Diego Aguirre, oargentino veio do Al-Gharafa, do Catar. Era a aposta para fazer dupla de ataque com Nilmar. Até começou bem. Ajudou o time a eliminar o Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores. 
Entretanto, aos poucos, começou a mostrar insatisfação. Com o início claudicante do time no Brasileirão, não teve dúvidas e criticou "jogadores que estavam deslumbrados com o assédio europeu", bem como o descontentamento com a troca do número de sua camisa (de 31 para 17). Em dezembro, teve a saída confirmada, com 10 gols em 39 partidas. Retornou ao Racing.
RENTERÍA, O ÚLTIMO A DAR CERTO
Renteria atacante Inter Racing (Foto: Divulgação Internacional)Renteria fez 14 gols em 56 partidas pelo Inter (Foto: Divulgação Internacional)
O último que deu certo, aliás, foi Wason Rentería. O carismático colombiano permaneceu no Inter entre 2005 e 2006. Ao comemorar seus gols, dançava o ruque-raque, estilo de música de seu país, e imitar o saci, mascote do do Colorado. Na Libertadores, mesmo sem ser titular fixo, acabou como ovice-goleador do time com quatro gols, atrás apenas de Fernandão, que fez cinco.
Acabou cortado do Mundial de Clubes em razão de uma lesão no tornozelo esquerdo durante a goleada sofrida por 4 a 1 para o Goiás pelo Brasileirão, no último jogo antes da viagem ao Japão. Foi vendido no início de 2007 ao Porto. No Inter, anotou 14 gols em 56 partidas.
Entre Rentería e Cavenaghi, o Inter teve o nigeriano Abu (2006-2007), o colombiano Cristian Borja (2007) e o equatoriano Bolaños (2009), que tiveram passagens com pouco brilho pelo clube. Resta saber como irão Ariel e Nico.
A sequência negativa fez o Colorado desabar na tabela. Outrora líder, hoje está em 11º com 21 pontos, 11 atrás do Palmeiras, que está em primeiro. O Santos, que fecha o G-4, soma 29, enquanto o Botafogo, 17º e que abre a zona de rebaixaento, tem 17.   
>> INTER X CORINTHIANS - 17ª RODADA
Local:
 Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). 
Data e horário: domingo (31/7), às 16h. 
Time provável do Inter: Marcelo Lomba; Rak (Paulo Cezar Magalhães ou Ernando), Paulão, Ernando (Leandro Almeida) e Geferson (Artur); Fabinho, Anselmo, Seijas e Valdívia; Nico López e Vitinho
Pendurados: Fernando Bob, Paulão, Vitinho, Raphinha, Geferson, Gustavo Ferrareis, Andrigo, Rodrigo Dourado, Alex, Alan Costa e Ernando
Desfalques: Danilo Fernandes, William, Rodrigo Dourado, Fernando Bob, Yan Petter e Mike 
Transmissão: TV Globo para SP, SC, PR, MG (menos Juiz de Fora), MS, MT, BA, PE, CE, PA (menos Santarém) e AP (com Cleber Machado, Caio Ribeiro e Paulo César Oliveira) e Premiere, Premiere HD e PFCI (com Luiz Alano e Batista).
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO) apita a partida, auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO).

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