sábado, 15 de março de 2014

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Abel Braga não vê conotação racista em cânticos da torcida do Grêmio

Treinador acredita que frase 'chora, macaco imundo' não tem a ver com racismo. 'É uma festa', justifica Abelão

Por Porto Alegre
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Abel Braga concede entrevista coletiva (Foto: Paula Menezes/GLOBOESPORTE.COM)Abel Braga não vê conotação racista em cânticos
(Foto: Paula Menezes/GLOBOESPORTE.COM)
O assunto sobre os cânticos da torcida do Grêmio foi além do debate entre os tricolores. Avançou tanto que chegou a ser tema no maior rival, o Inter. Afinal, a frase “chora, macaco imundo”, entoada em uma das músicas mais famosas, refere-se justamente aos colorados. Mas, para o técnico do clube alvo da letra, não há motivo de polêmica. Abel Braga não acredita que haja conotação racista nas palavras.
Ao ser perguntado sobre o assunto, o comandante lembrou que o Grêmio tem jogadores negros em seu time. Ressaltou, ainda, que gosta de assistir à festa das torcidas nos estádios.
- Não acho que tenha conotação racista. É um canto da torcida. Não tem a ver. O time do Grêmio tem negro. É uma festa. Acho muito legal estar no estádio e ver uma torcida que canta. Sou favorável a cantar. Não tem a ver com racismo - respondeu Abelão em entrevista coletiva.
Escurinho, mascote que imita um macaco na torcida do Inter (Foto: Divulgação/Inter)Escurinho é o nome do mascote que imita um macaco na torcida do Inter (Foto: Divulgação/Inter)
Alguns torcedores colorados, inclusive, se auto-intitulam como "macacos". É comum ver no Beira-Rio imagens de macacos e até pessoas vestidas como o animal. O próprio clube tem um macaco como mascote dos seus projetos sociais, o "Escurinho", nome escolhido pelos torcedores do clube em votação na internet.
Campanha gremista
Depois das ofensas a Tinga, a Arouca e ao árbitro Márcio Chagas da Silva, um grupo de torcedores do Grêmio iniciou uma campanha para banir a palavra "macaco" dos cantos entoados na Arena e em outros estádios do Brasil e do mundo. A intenção não é acabar com as letras logo de cara, mas sim levantar um debate para que as próximas gerações possam eliminar qualquer tipo de racismo no clube.
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