quinta-feira, 17 de outubro de 2013

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Inter responde ofício da CBF e envia 500 ingressos, mas Grêmio recusa

Colorado se mantém irredutível e defende que CBF apenas recomendou a cota de 10% dos bilhetes aos visitantes. Tricolor só aceita mínimo de 1,5 mil

Por Porto Alegre
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Reunião libera torcida do Inter para Gre-Nal na Arena (Foto: Rodrigo Fatturi / Grêmio, DVG)Reunião que liberou torcida do Inter para Gre-Nal
na Arena agora vira estopim (Rodrigo Fatturi/DVG)
A polêmica dos ingressos para o clássico Gre-Nal teve mais uma capítulo na tarde desta quinta-feira. A direção do Grêmio recusou a carga de 500 ingressos oferecida pelo Inter ao jogo das 16h de domingo em Caxias do Sul pelo Brasileirão. Antes de enviar os bilhetes, havia respondido o ofício da CBF, que, segundo o próprio Colorado, não determinou e, sim, recomendou a cedência de 2 mil bilhetes. Já a Federação Gaúcha entende o documento da entidade como uma determinação. O próximo passo colorado é o envio de uma comunicado à CBF sobre a recusa do Grêmio.
Foi por volta das 14h que um representante do Inter chegou ao Olímpico. Recebido pela equipe de administração de jogos do tricolor, o advogado apresentou os 500 ingressos e um documento explicando o motivo da carga reduzida. Por orientação do presidente Fábio Koff, nenhum funcionário gremista aceitou receber. Informaram que o clube recusava a maneira pela qual o adversário tratava do assunto.
A posição tricolor, então, é de aguardar os próximos passos do caso. Por ora, não haverá venda à torcida do Grêmio. O vice-presidente Nestor Hein, em entrevista à Rádio Gaúcha" chegou a falar em "esmola" e cogitou vetar gremistas no Centenário:
- Assim, o Inter vai arcar com torcida única. O Grêmio não aceita esmolas. Ou vamos com a nossa cota ou não iremos. Temos que ter educação para o bem conviver e evitar essa cultura de guetos nos estádios.
O vice-presidente de administração e finanças do Inter, José Amarante  se justifica, ao afirmar que a CBF não determinou, apenas respondeu a consulta feito pelo Grêmio, recomendado ao Inter destinar a cota de 2 mil bilhetes.
- O Inter recebeu o ofício da CBF. E o Inter respondeu a entidade. Ocorreu um acordo antes do Gre-Nal do primeiro turno - lembra. - Estamos enviando um novo ofício à CBF informando que o Grêmio não cumpriu o nosso acordo.

Em agosto, Koff falou em percentual
A decisão de ceder 2,5% de ingressos ao rival surgiu ainda antes do Gre-Nal da Arena, realizado em 4 de agosto. Preocupada em manter a segurança dos colorados, a Brigada Militar queria um clássico de torcida única, mas acabou cedendo, desde que a capacidade dos visitantes fosse reduzida, em vez dos 10% estipulados no Estatuto do Torcedor.

Portanto, para o embate do returno, a proporção acordada em agosto valeria também em outubro, de acordo com o Inter. Já o Grêmio alega que a combinação não foi de percentual sobre a lotação máxima do estádio e, sim, de 1,5 mil ingressos. No entanto, após a reunião para definir o número de ingressos, o presidente Koff admitiu, na ocasião, que houvera um acordo percentual. O texto, de 1º de agosto, está inclusive  no site do Grêmio. No mesmo dia, o presidente havia repetido o discurso à Rádio Gaúcha, embora a negativa atual:

- O número foi estabelecido em um percentual que tem a garantia da Brigada Militar. Agradecemos a disponibilidade do secretário (da Segurança Airton Michels) que permitiu este ajuste. Eu acho que há um trabalho muito bem feito no Grêmio para que todo o torcedor que vá até o estádio faça um espetáculo esportivo de civilidade e respeito.

Brigada respalda posição do Inter
À Rádio Gaúcha nesta quinta, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Duarte, confirma o acerto pelo percentual no encontro de dois meses atrás:
- Foi um acordo de cavalheiros entre os clubes, em 2,5% de ingressos para cada visitante nos dois clássicos.
FGF vê ofício da CBF como ordem
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, tem um entendimento diferente de Amarante. Para o dirigente, há uma determinação da CBF:
- Existe um regulamento. E isso é uma determinação. Até me sinto mal em ter feito a consulta à CBF. Pedi uma orientação. E, quando tem um regulamento, entendo como uma determinação - afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes.

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