sábado, 8 de junho de 2013


08/06/2013 07h00 - Atualizado em 08/06/2013 07h00

Brasilidades: magrelo e tímido, Oscar fez do futebol meio de comunicação

Meia do Chelsea nunca foi muito de falar na infância e adolescência. É assim até hoje. Com seu talento chamou atenção com a bola nos pés

Por Thiago Asmar Rio de Janeiro
header_brasilidades_OSCAR (Foto: Infoesporte)
Ele fala pouco. Muito pouco. É tímido. Muito tímido. Mas joga bola. Muita bola. Titular da seleção brasileira, Oscar nunca foi comunicativo. Pelo menos não com a boca. Com os pés (descalços), ele se comunicou cedo com o talento na quadra de cimento em Santa Bárbara D’Oeste, interior de São Paulo.

- Eu o observava e sabia que tinha alguma coisa boa acontecendo – lembrou Valto Lopes, técnico amador que descobriu Oscar.

O próprio meia admite que, especialmente quando criança, não gostava muito de falar. Seu melhor meio de comunicação era mesmo o futebol. Dia e noite presente na infância e adolescência do garoto paulista. Os amigos até o cobravam para falar mais, mas Oscar preferia (e prefere) ser mais reservado.

- Meus amigos me cobram pra falar mais. Dizem “tem que falar”. Mas é meu jeito. Sou quieto. Dentro e fora de campo eu sou parecido – falou o meia do Chelsea.

Apelidado de Magrelo pelos amigos de infância, Oscar é chamado assim até hoje pelos mais próximos. Valto Lopes ressalta isso. Ainda muito ligado ao passado, o técnico que revelou Oscar tem esse feito como um troféu. Sem ter conseguido ser profissional, ele acredita que seu auge foi encaminhar o meia no futebol.

- É o maior prêmio que tive. É como se eu tivesse ganhado na loteria. Um cara amador, como eu, tinha o sonho de ser treinador. Não deu. Mas pelo menos eu pude realizar o sonho de revelar jogadores – falou Valto.
Mosaico Oscar Brasilidades (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
Mais do que seu sonho pessoal, o técnico ajudou a realizar também o sonho de Oscar pai, morto em um acidente de carro quando o jogador ainda era criança.

- Em todos os momentos da minha vida, ele fez falta. Você vai crescendo e vai sentindo mais falta. Depois vai crescendo profissionalmente, virando homem... Eu o queria ao meu lado – falou, emocionado, o jogador do Chelsea.

A ascensão de Oscar na vida foi meteórica. Talvez tenha ido até além do que seu falecido pai sonhava. Certamente, ele gostaria de ver o filho ser elogiado por Pelé.

- É um jogador muito bom, com várias facetas. Eu gosto do Oscar. Ele compõe muito bem na Seleção. Joga em vários lugares do campo e agora precisa provar na Copa do Mundo de 2014. É um jogador que tem muito talento e tem a possibilidade de ser um grande ídolo – opinou Pelé.

Antes do Mundial, no entanto, Oscar terá a oportunidade de se firmar mais no meio de campo da seleção brasileira na Copa das Confederações.
Linha-Tempo_OSCAR2 (Foto: Infoesporte)
 

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