quarta-feira, 27 de junho de 2012


27/06/2012 17h47 - Atualizado em 27/06/2012 18h03

Inter propõe ao MP isolar anel inferior do Beira-Rio para reabrir estádio

Promotoria aguarda novo laudo do Inter, mas acredita que situação só tende a piorar com o decorrer das obras

Por GLOBOESPORTE.COMPorto Alegre
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Obras no Beira-Rio (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)MP ajuizou ação pedindo interdição no Beira-Rio no
dia 24 de maio (Foto: Diego
Guichard/GLOBOESPORTE.COM)
O Inter segue com a intenção de atuar no Beira-Rio no Brasileirão, ainda que a decisão da Justiça, de interditar o estádio esteja mantida. Nesta quarta-feira, a direção colorada se reuniu com o Ministério Público e propôs uma alternativa para que possa mandar jogos em seus domínios.

A ideia colorada é isolar o anel inferior do estádio, com torcida apenas na parte de cima. Os promotores do caso não passaram uma posição oficial, mas deixaram claro que não foram receptivos à sugestão. O regulamento do Brasileirão exige que o local seja divulgado dez dias antes da partida. O próximo compromisso em casa do Inter será no dia 7 de julho, contra o Cruzeiro.
- Houve uma proposta do clube, ele tem seus interesses. O clube precisa manter seus sócios em dia, atuar em seu estádio. Mas isso não vem ao caso, o Ministério Público não pode pensar nelas. Não podemos nos submeter a questões meramente financeiras ou esportivas - disse o promotor Norberto Pâncaro Avena, em entrevista coletiva em Porto Alegre.
- Uma das opções seria essa (de utilizar só a parte superior). Vamos aguardar a manifestação final que o Ministério Público ficou de nos passar - confirmou o presidente do Inter, Giovanni Luigi. - Não há nenhuma intervenção de obra na parte superior. Os acessos são completamente diferentes. Existe uma mudança significativa no controle e na segurança.
O órgão espera um novo laudo colorado para saber se ocorreram modificações no panorama atual do Beira-Rio. Entretanto, entende que a situação é crítica e só tende a piorar com o decorrer das obras. Luigi garante que o documento foi repassado ao MP ao final desta tarde.
- A ação foi calcada em elementos concretos. Há laudos que contradizem a Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros. Há irregularidades gravíssimas - afirmou o promotor.
De acordo com a promotoria, não são apenas os detritos que causam transtorno. Por conta das reformas, as instalações também levam perigo à vida das pessoas. E, conforme o órgão, a liberação do estádio só será concedida com a certeza de os torcedores terão segurança ao acompanhar os jogos:

Na última terça-feira, Luigi convocou a imprensa para uma coletiva. Nela, afirmou que faria de tudo para reverter a decisão da Justiça e disse que não cogitava atuar em outro estádio:

- A casa do Inter é o Beira-Rio e nós lutaremos por isso. Sensibilizaremos o judiciário com todas as medidas que estamos tomando.

Para garantir a segurança, o Inter criou uma brigada de incêndio provisória e também contratou funcionários específicos para dias de jogos. Questionado sobre a opinião do juiz João Ricardo dos Santos Costa, que teme por "uma tragédia em uma situação extraordinária", por conta dos detritos, o presidente foi taxativo:
- Os entulhos sempre estão protegidos. Se tiver um microfone solto, não sai jogo.
 

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