sexta-feira, 22 de junho de 2012


22/06/2012 20h48 - Atualizado em 22/06/2012 21h20

Justiça acata ação do MP e decide por interdição do Beira-Rio para jogos

Ministério Público ajuizara ação temendo pela segurança de torcedores em caso de tumultos em dias de partidas no local

Por GLOBOESPORTE.COMPorto Alegre
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Obras no Beira-Rio (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)Beira-Rio será interditado pela Justiça
(Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)
O juiz Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível de Porto Alegre, definiu nesta sexta-feira a interdição do estádio Beira-Rio para eventos esportivos e culturais que impliquem a utilização das arquibancadas. A decisão foi motivada após ação do Ministério Público, que indicou problemas nas obras visando à Copa do Mundo de 2014. As demais áreas do complexo seguem liberadas.
Em nota oficial, divulgada na noite desta sexta, o Inter já divulgou que recorrerá da decisão judicial. Por enquanto, terá de pensar em outros estádios, com capacidade mínima de 20 mil lugares, para receber os jogos do Brasileirão. O Estádio Olímpico, do rival Grêmio, já foi descartado pelo próprio presidente Giovanni Luigi. O Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, além do Centenário e Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, se tornaram opções.
- O clube, a partir de agora, passa a elaborar o recurso que será interposto perante o Tribunal de Justiça do Estado do RS, objetivando a cassação da liminar deferida - publicou a nota oficial.

Na última quarta, o juiz visitara o estádio, acompanhado por uma comitiva de representantes da prefeitura, da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Indústria e Comércio (Smic). Ricardo dos Santos Costa ressaltou que, durante a inspeção, foi possível verificar o “alto risco da utilização” do estádio.

Enfatizou que, mesmo nos setores das arquibancadas já submetidos à limpeza, existem ainda caliças (pó ou fragmentos de argamassa de cal resultantes da demolição) em local próximo ao setor destinado à torcida adversária. Destacou que o isolamento entre essas duas partes é feito apenas por um portão que é protegido pelo policiamento.

Afirmou que, embora o Inter tenha demonstrado disposição em atender todas as exigências impostas pelas autoridades, não é suficiente para garantir a segurança desejável dos que frequentam o estádio.
Entenda o caso

O Ministério Público ajuizou no dia 24 de maio uma ação civil pública para que fosse determinada a interdição do Complexo Beira-Rio. De acordo com a Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística de Porto Alegre, as edificações não possuem alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndios. Por causa disso, o Inter acabou criando uma própria brigada de incêndio, treinando funcionários para agir em eventuais incidentes.

De acordo com os autores da ação, por mais que o Inter tente isolar as áreas que estão sendo demolidas, colocando cercas, seguranças e cachorros, se houver um tumulto, a torcida torna-se incontrolável. A ação pede fixação de multa por descumprimento no valor de R$ 1 milhão por evento realizado nas condições atuais.

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